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Duarte Antunes chegou ao “The Voice Kids” de guitarra na mão — e com rock para tocar

O jovem de 14 anos voltou a superar mais uma fase do concurso, onde se tem distinguido pelas escolhas musicais a fugirem à pop.

Foi ao som dos acordes de “The Loneliest”, dos Måneskin, que Duarte Antunes convenceu pelo menos dois dos jurados do “The Voice Kids” ainda na audição das provas cegas. E se pudesse chegar à final, o jovem de 14 anos de Azeitão voltaria à banda italiana que venceu a Eurovisão em 2022, para dar a sua versão do tema “For Your Love”.

Para lá chegar, é preciso convencer os jurados do programa da RTP. E foi isso que fez este domingo, 2 de junho, numa batalha que o colocou a partilhar palco com outros dois concorrentes — e da qual saiu como único vencedor. Novamente de guitarra na mão, como tem feito sempre nesta edição, foi ele quem abriu as hostilidades ao som de “Sweet Child O’ Mine” dos Guns N’ Roses.

Carlão, o mentor de Duarte, lembrou-se do tema que, por coincidência, o jovem conhecia de trás para a frente. “[Quando ele percebeu] disse que ia ser muito fixe, que ia ser bom”, confessa à NiT o concorrente do programa de talentos. “É ótimo receber elogios. Significa que tenho potencial.”

Espera também que a guitarra o possa acompanhar como tem acompanhado desde os 9 anos, fruto da influência do pai, especialista no baixo. “Dunas”, dos GNR, foi a primeira canção a aprender, antes da deriva para o rock and roll. “O meu pai começou por me ensinar algumas músicas. Depois perguntou-me se eu queria ir para uma escola, aprender com professores”, recorda Duarte

“Ele transforma-se quando lhe dão uma guitarra e põem-lhe um microfone à frente. Nem sabemos bem de onde vem aquilo”, explica a mãe, Ana Vaz, a principal impulsionadora da participação no concurso. “Percebemos que gostava e colocamo-lo numa escola de música aqui em Azeitão, mas ele acabava por aprender mais com o pai do que com as aulas e acabou por decidir sair.”

E se as aulas eram dadas em casa, era também ali que se davam os primeiros concertos. Com o pai e o irmão de 16, o baterista do lar, formaram uma banda caseira, Os Chocapics.

“O nome veio da minha primeira aula de música. O professor ensinou-me dois acordes para eu repetir. De repente meteu a distorção e começou a gritar Chocapics”, recorda Duarte. O nome ficou e transitou para o elenco caseiro, totalmente dedicado ao rock.

Durante dois anos, a mãe procurou convencê-lo a tentar a sorte no programa. Sem sucesso, pelo menos até à edição de 2024. “Ele aqui em casa toca para os amigos e para a família e as reações são sempre positivas”, conta Ana Vaz. “Quem o vê agora na televisão, parece muito contido e tímido, mas quando pega na guitarra e no microfone… Achámos que esta era a motivação certa para ele não se desligar da música.”

No “The Voice Kids” reina a pop. Duarte sabe-o bem, embora tenha tido oportunidade para tocar os seus temas favoritos. “Não gosto”, diz timidamente. A conversa regressa naturalmente à música que o faz vibrar, ele que chegou ao palco com uma T-Shirt dos Gorillaz. E, por agora, resta treinar para o que aí vem — e há mais uma surpresa a caminho, porque no bolso vai trazer outro tema rock.

Depois dos Måneskin e dos Guns N’ Roses, será a vez dos Nirvana. Por enquanto, Duarte está em terrenos familiares e enquanto assim for, não há nada a temer. E se vier a pop, a garra vai ser a mesma. “Estou à vontade”, confessa despreocupado.

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