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Elenco da nova série de “Star Wars” está apaixonado pela Madeira. “É um lugar lindo”

A ilha serviu de cenário a quatro planetas diferentes na produção que estreou esta quarta-feira, 5 de junho, na Disney+.
Já estreou na Disney+.

“A Acólita”, a nova série do universo de “Star Wars”, que chegou à Disney+ esta quarta-feira, 5 de junho, conta com vários episódios gravados na Madeira. O arquipélago “consegue representar 100 planetas diferentes”, conta a produtora Leslye Headland à NiT.

As filmagens decorreram em locais como o Fanal, a Ribeira da Janela e o Caniçal — e o elenco ficou completamente apaixonado pela ilha. A região acabou por ser palco de um quarto das gravações. Os cenários madeirenses vão aparecer ao longo dos oito episódios, mas não representam apenas um planeta específico. A ação decorre em locais remotos, premissa que o mar ajuda a reforçar.

Os acontecimentos de “The Acolyte” têm lugar nos dias finais da era da Alta República, cerca de 100 anos antes do início da Saga Skywalker, isto é, um século antes de “Star Wars: Episódio I — A Ameaça Fantasma”, de 1999.

“Uma investigação sobre uma onda de crimes chocante coloca um respeitado Jedi (Lee) contra um guerreiro perigoso que conheceu no passado (Stenberg). À medida que surgem mais pistas, viajam por um caminho sombrio onde forças sinistras revelam que nem tudo é o que parece”, pode ler-se na sinopse.

Os protagonistas são Amandla Stenberg, Lee Jung-jae, mas o elenco conta ainda com Manny Jacinto, Dafne Keen, Charlie Barnett, Jodie Turner-Smith, Rebecca Henderson, Dean-Charles Chapman, Joonas Suotamo e Carrie-Anne Moss.

“A Acólita” será mais focada nos Sith e no Lado Negro da Força. A produção foi idealizada por Leslye Headland, que a descreveu de forma curiosa, como um cruzamento entre “Frozen” e “Kill Bill”. A criadora acumula os cargos de showrunner e produtora executiva, este último juntamente com Kathleen Kennedy, Simon Emanuel, Jeff F. King e Jason Micallef. Rayne Roberts e Damian Anderson são os produtores da série.

A NiT esteve à conversa com a produtora Lesly Headland e com Manny Jacinto, que interpreta Qimir. Leia a entrevista.

Num universo tão conhecido como o de “Star Wars”, a Leslye conseguiu arranjar espaço para novas personagens e diálogos inteligentes. Em que se inspirou?
Leslye: Obrigada por dizer que escrevo diálogos inteligentes, isso é muito simpático. A dificuldade é escrever uma história que não tenha exatamente de ter lugar no universo “Star Wars”. É uma história que poderíamos colocar noutro cenário e que, mesmo assim, seria impressionante. Há dinâmicas familiares fascinantes entre irmãs e entre pai e filhas. Como esta é uma história sobre os mauzões, há ainda uma história sobre a personagem desvalorizada contra os mais poderosos. Os desvalorizados são os Sith e os poderosos são os Jedi.

Como foi mergulhar neste universo?
Leslye: Foi assustador, mas também um sonho tornado realidade. Foi muito desafiante e incrivelmente divertido e libertador. Entrei no universo porque chateei toda a gente para ouvirem a minha ideia e ajudarem-me a desenvolvê-la. Foi assim que ganhei esta oportunidade de participar no universo.
Manny: Foi a Leslye que me trouxe, queria trabalhar comigo. Viu alguns dos meus trabalhos anteriores e percebeu que poderia ser útil neste universo porque poderia dar algo de diferente no que diz respeito a construir uma personagem. Ela queria alguém bastante diferente.

As cenas de luta são muito satisfatórias, mas não devem ter sido fáceis de gravar. Quais foram os principais desafios?
Leslye: Nunca coreografei lutas. No guião eu só escrevia “ele dá um pontapé” ou “ela dá um murro”. Mas as cenas de luta têm de ter um início, meio e fim e devem ser intensas. O nosso coreógrafo concordou e construímos tudo junto. Mas esta parte foi muito desafiante.

Como é que o Manny construiu a sua personagem?
Manny: Contei com a ajuda da Jennifer Brian, a figurinista. Ela ajudou-me a perceber qual é o aspeto dele. A maquilhadora também foi uma grande ajuda. Em termos do físico, eu venho de um passado de dança e isso ajudou-me porque a minha abordagem começa sempre na parte física da personagem. O que gosto no Qimir é que ele é muito diferente quando o comparamos com os outros Jedi. Ele é mais caótico e isso funciona perfeitamente porque também traz momentos de comédia. Inspirei-me um pouco no Jack Sparrow e no Charlie Chaplin, ou seja, em personagens cuja essência reside no movimento do corpo.

 Sentiam muita pressão para trazerem algo novo a este universo gigante?
Leslye: Sou uma fã verdadeira de “Star Wars” e sei de todas as discussões que costuma haver na Internet. Conheço todas as reações positivas e negativas do público aos projetos passados. Disse desde o início que tinha de criar aquilo que eu acreditava ser uma boa história, independentemente das opiniões do público.
Manny: A minha personagem é uma lufada de ar fresco na saga. A narrativa e as cenas de luta são completamente diferentes daquelas que vimos no passado. Além disso, ao longo dos episódios conhecemos bem as personagens e os seus passados.

A série foi filmada na Madeira. Como descobriram a ilha?
Leslye: Foi tudo graças à Lindsey, cuja função era encontrar os melhores cenários. Ela apresentou-nos a Madeira porque estávamos à procura de um local que conseguisse representar 100 planetas diferentes. É um lugar deslumbrante e repleto de variedade. Foi muito entusiasmante e acabou por servir de cenário a quatro planetas diferentes. Foi um grande prazer ficar lá. Foi uma boa folga de Londres e do País de Gales, onde tínhamos estado antes.
Manny: Aprendi muito sobre a Madeira enquanto estivemos lá. Numa região conseguimos cultivar certas frutas e noutra já é impossível. Usar o terreno de forma prática foi perfeito. É um lugar lindo.

Quais são as melhores memórias que levaram da Madeira?
Leslye: A água e as rochas no mar. Adorei. Mas nessas zonas também foi muito difícil de gravar porque as imagens não ficavam direitas. Um dos meus momentos favoritos foi quando estávamos a gravar durante o pôr do sol.
Manny: Não podemos falar muito, mas os episódios que aí vêm mostram toda a beleza da Madeira.

Carregue na galeria e conheça outras das séries e temporadas que estreiam em junho nas plataformas de streaming e canais de televisão.

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