Televisão

Emma Corrin, de “The Crown”, defende prémios de cinema sem distinção de género

A atriz que interpretou Diana na série da Netflix não quer receber nomeações para categorias femininas: "Não faz sentido".
O assunto está a ser debatido.

A estreia da quinta temporada de “The Crown”, no dia 9 de novembro, trouxe um novo rosto a Diana, agora interpretada por Elizabeth Debicki. No entanto, os fãs continuam apaixonados por Emma Corrin, a quem coube o papel da princesa no volume anterior. Numa entrevista concedida à BBC News, a atriz refletiu sobre as categorias de prémios e apelou ao fim das premiações por género.

Em vez da distinções de Melhor Ator e Melhor Atriz de cada ano, por exemplo, Corrin acredita que as cerimónias deviam fundir os galardões numa só categoria. Sobre o tema, a Academia de Cinema Britânica já revelou estar “empenhada em realizar consultas proativas e ponderadas sobre o assunto” e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pela entrega dos Óscares, também se encontra a avaliar essa possibilidade.

“É uma questão de todos se sentirem reconhecidos e representados”, disse Corrin, que em 2021 se assumiu como uma pessoa não-binária e adotou pronomes neutros. “Neste momento, é difícil para mim tentar justificar na minha cabeça ser não-binária e ser nomeada em categorias femininas.”

No mesmo ano em que refletiu sobre a sua identidade de género, o rosto de “The Crown”, ganhou o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz em Série de Drama e foi nomeada para um Emmy na mesma categoria.

“Podemos discutir as atribuições de prémios e a sua representatividade, mas o debate mais importante deve ser sobre ter mais representação no próprio material, nos conteúdos que pessoas não-binárias, queer ou trans. Quando essa representação existir, tudo o resto irá mudar muito”, esclareceu.

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