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Esqueça a pandemia: o mundo inteiro está em delírio com o final chocante de “Dexter”

A sequela chegou ao fim esta semana. Em Portugal, a série pode ser vista na HBO. Nos EUA, bateu recordes.
O final foi chocante.

Foi no início de novembro que o serial killer Dexter Morgan regressou com a sequela “Dexter: New Blood”. A série, que em Portugal pode ser vista na HBO, conta com dez episódios. O último capítulo estreou esta segunda-feira, 10 de janeiro. O final foi chocante, bateu recordes de audiência e está a ser criticado por muitos fãs.

A ideia de ressuscitar a história de “Dexter” só foi possível graças ao mal-amado final da oitava temporada da série original, transmitido em 2013. O protagonista está a fazer o luto pela morte da irmã, Debra. Sente-se responsável pelo que lhe aconteceu. O analista de sangue — que tem uma vida secreta como assassino de assassinos — deixa Miami. A cena final mostra-o a trabalhar como lenhador num local isolado do Oregon.

O final repentino e em aberto não agradou à esmagadora maioria dos fãs. Durante estes anos, em que o universo das produções televisivas explodiu, entrou para a história como um exemplo do que não deveria ser um final de série. 

A ideia para recriar esta conclusão e haver uma redenção de “Dexter” surgiu no verão de 2019. O showrunner e produtor executivo Clyde Phillips, que deixara a série na quarta temporada, recebeu um telefonema do presidente da estação Showtime (a responsável pelo projeto), Gary Levine. A proposta era simples: planear o regresso de “Dexter” à televisão.

Clyde Phillips pensou sobre o assunto e apresentou uma ideia ao ator protagonista Michael C. Hall, que aceitou voltar à personagem. A partir daí, foi formada uma equipa de argumentistas para escreverem aquilo que se tornaria “Dexter: New Blood”.

Qual é a premissa? Durante estes anos, Dexter não matou. Tem levado uma vida pacata numa zona remota do estado de Nova Iorque. Trabalha numa loja de itens de pesca e caça. Responde pelo nome de Jim Lindsay. O seu filho, Harrison, já não é uma criança — é agora um adolescente a aproximar-se da idade adulta.

Dez episódios depois, “Dexter” chegou ao fim. Talvez demasiado literalmente para muitos fãs. No final de “Dexter: New Blood”, o protagonista é morto. Por quem? Pelo filho, Harrison. A morte de Dexter era o final desejado por Clyde Phillips desde sempre. Só que, na altura, deixou a série para assumir outros projetos.

“O objetivo era contar uma história completa. Não é nenhum segredo que a oitava temporada foi muito pouco popular e satisfatória para os fãs. Queríamos que o público sentisse que tínhamos completado a história. Acho que estive a tentar a redenção, não de uma forma religiosa, mas queria redimir a série para os fãs e terminá-la com algo de que estamos orgulhosos em vez de algo pelo qual tenhamos de pedir desculpas”, disse Phillips à revista “Entertainment Weekly”.

Ainda assim, o showrunner explicou que foi extremamente difícil para si desenvolver este destino para a personagem. “Vi outra vez esta manhã e comecei a chorar outra vez. Simplesmente destrói-me. Há muito de mim ali. Foi muito emocional.”

Nas redes sociais, multiplicam-se as opiniões em relação ao final. Muitas delas são negativas, de fãs que não queriam ver Dexter morto. No portal IMDb, o episódio conta com uma classificação de 4,5 numa escala de zero a dez. Os restantes nove capítulos encontram-se todos acima de 8,5.

Nos EUA, “Dexter: New Blood” bateu recordes para a Showtime. O último episódio foi visto por cerca de três milhões de pessoas na televisão, e outros dois milhões de espectadores através de outros serviços. Foi o maior final de temporada da estação desde a quarta temporada de “Segurança Nacional”, em 2013.

Ao longo dos últimos dois meses, a série foi vista por uma média semanal de oito milhões de espectadores. Desta forma, é a produção mais vista de sempre na história da Showtime. Além disso, foi a razão para o maior aumento de sempre do número de subscritores.

Apesar de nada estar confirmado, Clyde Phillips assumiu estar disponível para fazer um spinoff centrado no filho de Dexter, Harrison. “Estou disponível. Tenho estado com a Showtime desde sempre. Fiz as quatro temporadas de ‘Dexter’ e as últimas três de ‘Nurse Jackie’. A Showtime é uma família. Estou disponível se quiserem seguir esse caminho mas neste momento não há planos para isso.”

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