Televisão

“Exit”: a série parecida com “O Lobo de Wall Street” já estreou na televisão portuguesa

Até aqui, a produção norueguesa só estava disponível na plataforma Filmin. Tem seis episódios.
Já há duas temporadas.

A milhares de quilómetros de Nova Iorque e quatro décadas depois dos anos 80, existe um mundo que não parece menos louco do que a vibrante história real de “O Lobo de Wall Street” (que Martin Scorsese contou no cinema em 2013). Esse mundo é retratado em “Exit”, uma série norueguesa que estreou em Portugal a 10 de agosto, na plataforma de streaming Filmin.

Esta terça-feira, 14 de setembro, a RTP2 começou a transmitir a mesma produção por volta das 22 horas. Todos os dias tem exibido um novo capítulo — no total a primeira temporada tem apenas seis episódios. Além de poder aceder à história através das gravações automáticas, a série também está disponível na RTP Play. Já existe uma segunda temporada, que também está disponível na Filmin.

Estreou originalmente em 2019 e rapidamente se tornou numa das séries mais vistas de sempre na televisão norueguesa. O cenário é a cidade de Oslo e o mundo da alta finança. Há quatro amigos protagonistas — Adam, William, Henrik e Jeppe — que são empresários de sucesso. Por trás das suas reuniões de fato e gravata, nos escritórios nos seus grandes edifícios, levam uma vida boémia e selvagem sem escrúpulos. 

Longe das famílias, satisfazem os desejos compulsivos de drogas, violência e sexo. “Exit” acompanha as festas em mansões luxuosas ou as suas aventuras nas férias no estrangeiro. Todos eles partilham uma casa de festa, que as mulheres nem sabem que existe, para onde levam as suas acompanhantes de luxo, tomam as drogas caras que compram, praticam atos violentos e repugnantes.

Estes homens, todos eles narcisistas, estão habituados a poder comprar tudo aquilo que querem, a tratarem as pessoas como lhes apetecer e todos juntos são ainda piores, já que impulsionam o mal que existe em cada um deles.

O mais curioso disto tudo é que o argumento é inspirado substancialmente em factos reais. O realizador e argumentista Øystein Karlsen baseou-se em entrevistas com executivos da elite financeira de Oslo para construir as personagens.

“O desafio foi fazer com que as pessoas vissem uma série inteira onde não há heróis, ninguém com quem concordar… Estas pessoas tratam as outras como se fossem bens que podem ser comprados ou vendidos”, disse Karlsen numa entrevista sobre o projeto.

O cineasta diz que cerca de 70 por cento das características das personagens ou das peripécias do enredo vieram diretamente da vida real. “Isto faz parte da nossa realidade, só que é uma realidade que nós não vemos. Este mundo é real, por isso se calhar temos de reavaliar a imagem que temos do nosso próprio país.”

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