Televisão

Fátima Lopes tem um novo programa no YouTube (e contou-nos tudo)

O projeto chama-se “Mudar para Melhor”. Centra-se em profissões tradicionais que normalmente são desvalorizadas.
A apresentadora tem 52 anos.

“Mudar para Melhor”. É este o título (e o objetivo) de uma nova série de programas conduzida por Fátima Lopes. Os capítulos podem ser vistos no YouTube e trata-se de um projeto do Empower Brands Channel. Focam-se em profissões tradicionais que muitas vezes são desvalorizadas — e que a maioria das pessoas considera que são pesadas, mal pagas e pouco dignas.

A primeira temporada centra-se nas profissões ligadas ao mar. O primeiro episódio foi lançado esta terça-feira, 19 de outubro. Foi gravado na ilha da Culatra, na Ria Formosa, no Algarve. No total são seis capítulos.

Em declarações à NiT, Fátima Lopes diz que a ideia era ajudar “a mudar a mentalidade das profissões de que o mercado precisa muito mas que não existe mão de obra”. “Estão neste momento a atravessar uma grande crise de falta de mão de obra e é preciso que sejam atualizadas na cabeça das pessoas. Porque as profissões atualizaram-se. A cabeça das pessoas é que não”, defende a apresentadora.

Fátima Lopes esteve no terreno, a falar com cada uma destas pessoas para mostrar como o setor evoluiu. A vertente da sustentabilidade também está presente. “Temos sempre exemplos de duas gerações diferentes e testemunhos de empresários que sejam de referência na área.”

A apresentadora diz que o que a atraiu mais para querer fazer parte deste projeto foi “poder contribuir para a economia do País”. “Eu dou a cara por um produto de comunicação cujo objetivo é ajudar as pessoas a mudar a mentalidade à volta de uma série de profissões. Muitas vezes os próprios institutos de emprego e formação profissional têm cursos nestas áreas e não têm pessoas que procurem esses cursos. Porquê? Porque a ideia que se tem é que, lá está, é uma profissão muito pesada, é uma profissão em que se ganha mal. Das coisas que mais ouvi nos episódios que já fiz sobre o mar é: ‘As pessoas têm uma ideia errada sobre a nossa vida. Eu sou uma pessoa que vive confortavelmente e ganho bem’. Tenho a certeza de que a maior parte das pessoas não acha que seja assim.”

E acrescenta: “Porque nem toda a gente pode ser doutor e engenheiro. Há pessoas que não têm essa ambição. E não quer dizer que não tenham tanta inteligência quanto a pessoa que faz o doutoramento. Simplesmente não têm a atração pelas mesmas coisas. E há muitas pessoas que fazem um curso profissional da área que as apaixona e são excelentes profissionais. Que depois fazem uso da sua competência para ganhar aquilo que eles entendem. E é isto que tem de se quebrar aqui, para não continuarmos a ter gente que tira cursos mas que não sabe o que fazer com o canudo, que não se revê naquilo que estudou, que não se imagina a ter uma carreira à volta do que estudou. Que aquilo que gostava mesmo era isto, que se calhar a família disse ‘Estás doida? Agricultura? Nem pensar, isso era uma coisa para os teus avós’.”

Do episódio que gravou na ilha da Culatra, diz que recebeu “banhos de lições umas atrás das outras”. “E também fui para Sesimbra gravar e foi igual. Quando ouvimos o pessoal novo que trabalha nestas áreas e vemos a maneira apaixonada de que eles falam do seu trabalho, nós percebemos que está ali gente muitíssimo realizada. É bom que se perceba isto. Mais do que gozo, tem-me dado muita realização pessoal e profissional. Porque me cruzo com pessoas incríveis. E é muito bom conhece-las, ouvi-las e mergulhar nas suas realidades. De outra maneira, sentados numa secretária, nós nunca vamos perceber exatamente o que são as vivências das pessoas. É preciso ir, calçar as galochas e entrar no mar.”

Os restantes cinco episódios desta temporada também serão centrados no mar. A periodicidade não está definida, mas será algo com alguma distância entre capítulos. Neste momento, só estão gravados mais dois episódios. O plano passa por fazer outras temporadas com destaque para outros setores profissionais. A agricultura, a indústria, a construção civil e o turismo são alguns deles.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT