Televisão

“The First Lady”: a nova série que conta a história das primeiras-damas americanas

Michelle Obama, Betty Ford e Eleanor Roosevelt ganham vida nesta produção — que não está propriamente a ser elogiada.
Viola Davis interpreta Michelle Obama.

Durante dez episódios, “The First Lady” conta a história de três primeiras-damas americanas. São elas Michelle Obama (Viola Davis), Betty Ford (Michelle Pfeiffer) e Eleanor Roosevelt (Gillian Anderson). A nova produção original da Showtime está disponível em Portugal na HBO Max — desde 20 de abril.

A premissa deste projeto realizado por Susanne Bier (a realizadora de “The Undoing”) era homenagear estas figuras políticas e institucionais femininas que tantas vezes foram colocadas nas margens dos livros de história, mas que tiveram real importância social e política. “The First Lady” alterna entre épocas históricas e contextos políticos, evidenciando as personalidades de cada uma destas primeiras-damas e os contributos que deram durante os mandatos dos seus maridos.

Neste caso, Michelle Obama é a mulher de Barack Obama, enquanto Betty Ford e Eleanor Roosevelt — que já faleceram — eram esposas, respetivamente, dos antigos presidentes Gerald Ford e Franklin Roosevelt. Os grandes temas são o pensamento independente de Roosevelt num mundo de homens; a abordagem inovadora sobre o cancro e as dependências de Ford; e a resiliência face ao racismo de Obama, além da sua luta pela reforma do sistema de saúde.

O elenco é composto por mais nomes conhecidos, como Dakota Fanning, Kiefer Sutherland, Ellen Burstyn, Regina Taylor, Aaron Eckhart ou Eliza Scanlen, entre outros. 

Apesar das nobres intenções da série, a crítica internacional está — em geral — a detestar o resultado final. Vários jornalistas especializados apontam que “The First Lady”, ao escolher esta estrutura tripartida, não consegue aprofundar como deveria o retrato de cada uma destas mulheres.

Isso faz com que cada história se foque nos clichês e nos traços mais célebres de cada uma destas primeiras-damas. O que acaba por ser redundante e também minimizar o seu papel, não trazendo a nova (e prometida) perspetiva. E não há uma reflexão propriamente dita sobre o papel destas mulheres que, não sendo eleitas, podem ter influência e se tornam, de um momento para outro, nas mulheres mais escrutinadas do país.

Apesar de Viola Davis ser uma atriz consagrada e reconhecida, a sua interpretação de Michelle Obama também não está a ser elogiada. Aliás, o papel de Michelle Pfeiffer como Betty Ford tem sido o mais aclamado dos três principais. Isso também pode ter sido prejudicado pelo facto de Michelle Obama ser uma figura ontemporânea e ainda bastante presente no espaço público, o que faz com que o trabalho de representação seja muito mais desafiante.

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