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“The Great” está de volta com uma segunda temporada intensa (e cheia de dilemas)

A NiT falou com um dos protagonistas, Nicholas Hoult. Vêm aí dez episódios intensos, dramáticos e certamente divertidos.
Tem 10 episódios.

Foi no ano passado que estreou “The Great”, uma comédia dramática que conta a história de Catarina a Grande — a maior imperatriz da Rússia — de uma forma fantasiosa. A série foi aclamada pela crítica e bem recebida pelo público. A segunda temporada estreia este sábado, 20 de novembro, na HBO Portugal. Ao todo são dez episódios.

Catarina (interpretada por Elle Fanning), oriunda da parte austríaca da Prússia, região que ia desde a Letónia à atual Alemanha, é uma jovem idealista e romântica que chega à Rússia para um casamento arranjado — como não podia deixar de ser nesta época e elite social — com o imperador Peter (Nicholas Hoult).

Tem esperança de encontrar o amor e a felicidade neste casamento arranjado. Mas aquilo com que se depara é um mundo perigoso, depravado e culturalmente atrasado em relação àquilo a que estava habituada, já que era tão próxima e fã das correntes intelectuais do Iluminismo.

Determinada a mudar tudo isso, Catarina vai ter apenas que enfrentar o marido, a igreja, manipular as forças armadas e controlar a corte. Só assim poderá ser A Grande. A primeira temporada termina com a imperatriz a dar o golpe, assumindo o trono e o poder. Mas também está grávida de um filho de Peter.

“Acabámos a primeira temporada com uma guerra a começar entre eles, esta passa-se uns meses depois… Da perspetiva do Peter, a guerra só fez com que adorasse a Catarina ainda mais. Porque viu o seu lado esperto e implacável, em termos de planos de batalha e isso é tudo o que ele admira. Está mais apaixonado por ela e acredita, na sua cabeça, que está a ganhar. Depois tem de fugir e é isso que faz desenrolar a história”, explica à NiT o ator Nicholas Hoult.

A segunda temporada promete ser intensa — a fasquia está bem alta. Hoult adianta que, quanto à sua personagem, ele vai “colapsar ao perder uma parte de si, do império e das coisas que acreditava que eram verdade”. 

“Tenta reconstruir-se a partir disso, tenta provar o seu amor e ganhar a afeição de Catherine. Mas depois inverte-se e acaba por sentir que ela é monstruosa e que se aproveita dele, e que ele é que é o verdadeiro herdeiro ao trono e devia comandar. E vemo-lo como pai. O entusiasmo dessa realidade para ele.”

“No final de contas, a imperatriz aprenderá que para mudar um país, tem de aceitar uma mudança pessoal, e que existe uma linha ténue entre idealismo e ilusão, e que tornar-se Catarina a Grande exigirá mais dela do que alguma vez imaginou”, descreve a sinopse oficial.

Para Nicholas Hoult, o maior desafio na segunda temporada de “The Great” foi alterar Peter “de uma forma verossímil”. “Com um bom ritmo e tentar não me repetir muito. Quando vives com uma personagem durante algum tempo, não queres evocar as mesmas coisas mas também te queres manter fiel à personagem. Certificar-me de que todas as transições e arcos pareçam realistas.”

O ator britânico de 31 anos diz que nalgumas produções em que trabalha mergulha mais no papel — por exemplo, mantém um certo sotaque ou tenta incorporar na sua vida hábitos da personagem. “Mas como isto é algo tão distante… A principal preparação é mesmo saber bem os diálogos e aguentar o ritmo.”

Em relação à maior semelhança que tem com o imperador, Nicholas Hoult evoca um traço de personalidade. “O Peter é muito infantil às vezes, e acho que também tenho um lado infantil [risos]. Adora ser pai e isso é algo que também gosto mesmo muito.”

O restante elenco, composto por Phoebe Fox, Adam Godley ou Belinda Bromilow, entre outros, também está de volta esta temporada.

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