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Gustavo Reinas: “O Jorge Palma disse que votou em mim”

A NiT falou com o vencedor do “The Voice Portugal”, um jovem de 16 anos do distrito de Viseu.
Gustavo Reinas venceu o "The Voice".

Têm sido dias intensos para Gustavo Reinas, o mais recente vencedor do “The Voice Portugal”. O jovem de 16 anos, natural de Nelas, no distrito de Viseu, bateu a concorrência e conquistou o concurso da RTP1 no domingo, 22 de janeiro.

Passou o dia seguinte na zona de Lisboa, onde fica o estúdio do programa, e só chegou a casa à noite. A NiT falou com ele ao princípio da tarde desta terça-feira, dia 24, antes de Gustavo Reinas regressar à escola. Não levou o carro que ganhou no programa, porque ainda não pode conduzir, mas o jovem cantor está mais interessado no contrato para um single que ganhou com a editora Universal Music Portugal.

A NiT falou com Gustavo Reinas sobre a vitória. Leia a entrevista.

Venceu o “The Voice Portugal” no domingo à noite, suponho que ainda esteja a processar a vitória. Como está a ser para si?
Ainda estou em processo de assimilar as coisas. Mas é mesmo a realização de um sonho. E espero que possa ser uma rampa de lançamento. Claro que tudo isto é uma surpresa. Não estava nada à espera, como acho que ninguém estaria. E espero que venham mais surpresas destas [risos].

Já nos tinha dito em entrevista que não tinha qualquer expetativa de ganhar. Mas durante a gala final teve o instinto de que ia conseguir?
Ao longo da gala fui estando um bocadinho mais confiante porque realmente as atuações tinham-me corrido mesmo muito bem. Achei que estava focado e concentrado. Tanto a minha a solo, a cantar a “Rosa Sangue”, como a “Passeio dos Prodígios”, e até aquela em que cantei com a Sónia Tavares. Correu tudo muito bem, fui ficando mais confiante e acho que foi mesmo a meio da gala que comecei a pensar que realmente poderia acontecer — e foi o caso [risos].

Como é que a sua família, os seus amigos e as pessoas à sua volta reagiram?
Uns choraram, outros riram, alguns saltaram e gritaram. Acho que foi mesmo um mix de emoções e ficaram, sobretudo, muito orgulhosos e felizes. Porque isto também foi cansativo para eles, todos estes meses a fazer as viagens… Falo especificamente da claque que esteve no estúdio. E também foi uma vitória para eles, porque valeu a pena.

Teve alguma receção em Nelas, quando chegou?
Ainda não estive com muita gente, mas todos aqueles com que me cruzei hoje deram-me os parabéns e disseram que estão orgulhosos e que, finalmente, mais alguém está a dar nome à terra, porque acho que é preciso. Estão todos contentes e a vitória também é um bocadinho da terra.

A sua vitória teve a particularidade engraçada de ter ganho um carro que ainda não pode conduzir. Vai ficar, por enquanto, para a sua família?
Acho que sim [risos], acho que vai ficar em stand-by até eu poder tirar a carta, mas não tenho a certeza porque ainda não falámos muito sobre isso. Mas há-de cá ficar.

E sobre a outra parte da vitória, que porventura até lhe interessa mais, que é o contrato com a Universal Music Portugal? Muitas vezes isto é só o início de uma longa jornada. Qual é a sua expetativa?
Estou mesmo muito expectante para o que vai ser a construção do single. Qual e como é que vai ser o processo… Estou mesmo entusiasmado para isso tudo e espero que, depois de o single sair e de tudo isso estar feito, continue ligado à Universal e possa continuar no mundo da música. Porque acho que estaria mesmo muito confortável e ficaria grato pela oportunidade. Espero que corra bem nesse sentido.

Já tem alguma ideia do que é que gostava que fosse esse single de apresentação?
Eu não sou propriamente um compositor… Quer dizer, o meu maior problema são as letras. Não sou grande letrista, por isso acho que vai ser o processo mais trabalhoso. Mas sobre o single em si, quero que possa mostrar a pessoa que sou. Tanto ao piano como à guitarra. E mostrar quem é o Gustavo fora da música. Quero juntar um pedacinho de todas as minhas influências. E depois quero juntar esses pedacinhos todos com o meu cunho pessoal e dar asas ao que imagino que seja e que faça sentido ser o meu primeiro single.

Tem ideia do caminho sonoro que gostaria de explorar inicialmente?
Sinceramente ainda não sei [risos]. Mas ao longo do programa fui cantando músicas que faziam sentido para mim. E, misturando-as todas, ou aqueles géneros e sonoridades, pode ser um caminho para encontrar o ideal para a minha música.

Agora vai iniciar esse processo de construção de um single e de uma relação com a Universal, mas ao mesmo tempo, aquilo que vai acontecer é voltar à sua vida normal. Sente-se preparado, depois destes meses de “The Voice”?
Estou, vou voltar à minha vida normal com muita naturalidade. Porque, ora aí está, nunca levei o programa como algo extraordinário e que fosse mudar a pessoa que sou — porque não. É uma etapa importantíssima para a minha vida, mas o Gustavo é a mesma pessoa. Sou a mesma pessoa com quem os amigos contam diariamente, por exemplo. E não quero que me tratem de maneira especial ou com qualquer benefício.

Sente que ganhar o programa é muito diferente de ser apenas um dos finalistas? Ou trata-se de um ponto de partida semelhante e cabe agora às pessoas construírem um percurso a partir daí?
Acho que é diferente. Se não tivesse ganho, provavelmente teria de me esforçar mais para contactar, por exemplo, uma editora ou uma promotora. E assim acho que tenho um leque de oportunidades maior. Nesse sentido a vitória é um marco muito importante. E trouxe o caneco para casa [risos]. Esse grande acumular de coisas — o troféu, o envelope dourado, o carro, o single — são prémios importantes e, não ganhando o programa, para um dia os ter seria muito mais difícil.

O que diria agora ao Gustavo que estava ainda indeciso sobre se se inscrevia ou não?
Dizia mesmo para não hesitar. Não porque sabia que ia ganhar, mas porque se não o tivesse feito, ia perder uma catrefada de aprendizagens e coisas e amigos que vou levar para a vida, oportunidades… Conheci pessoas incríveis dentro da área, artistas de renome, e gostava de dizer a esse Gustavo para não hesitar. E, que, lá está, continuasse a levar esta jornada como eu a levei — com muita naturalidade, tranquilidade, a aproveitar ao máximo todos os momentos. E para não ter medo e confiar em si mesmo.

Também podem ser bons conselhos para o Gustavo do futuro, quando existirem mais oportunidades e desafios.
Claro que sim, aplicam-se!

Qual foi a melhor reação desde que ganhou a final?
A Sónia Tavares fez uma publicação no Instagram muito, muito engraçada, e que me tocou bastante. E o Jorge Palma, que é uma referência, parabenizou-me pela vitória. Disse que votou em mim [risos]. E acho que esse tipo de feedback, de pessoas que são minhas influências e são muito importantes para o meu caminho, acho que foi um dos maiores reconhecimentos. Foi mesmo muito bom saber que essas pessoas notavam alguma coisa de especial em mim.

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