Televisão

Há mais profissionais de saúde no “MasterChef” do que nas urgências do Santa Maria

O humorista e cronista Miguel Lambertini analisa a estreia da nova temporada do concurso de culinária.
O concurso estreou no sábado, 20 de novembro.

O “MasterChef Portugal” já é um dos programas clássicos da televisão nacional e no passado sábado, 20 de novembro, regressou às noites da RTP1. É um formato de sucesso que até alcançou o marco histórico das 500 temporadas, com 64 versões e mais de dez mil episódios transmitidos pelo mundo inteiro ao longo de mais de 30 anos.

Ou seja, há anos e anos que ficamos a conhecer pessoas com talento para cozinhar — e os outros. Os outros são aqueles concorrentes que, certo dia no acampamento de um festival de música, cozinharam massa com atum e natas para os amigos e ficaram a achar que tinham potencial para ganhar uma estrela Michelin. Não têm, malta. A verdade é que os vossos amigos estavam ganzados, por isso é que disseram “esta é a melhor massa que eu já comi na vida, meu puto!”

Nesta temporada, os aspirantes são avaliados pelos chefs Marlene Vieira, Vítor Sobral e Óscar Geadas, que no primeiro episódio selecionaram os 17 finalistas. 

Os concorrentes tinham 45 minutos para cozinhar um prato para os três chefs. Depois da avaliação, havia três hipóteses: recebiam um avental branco, recebiam um avental preto ou não recebiam nenhum e iam para casa continuar a cozinhar massa com atum e natas.

Os que receberam o avental ficaram muito contentes e lá foram para a sala onde estão os amigos e familiares à espera, para lhes dar as boas novas. Neste momento em particular assistimos àquele número de teatro que eles fazem, em que escondem o avental e põem uma cara triste para fingir que não foram selecionados.

É muito engraçado e nunca ninguém viu isso, apesar das 500 temporadas, 64 versões e mais de dez mil episódios transmitidos pelo mundo inteiro ao longo de mais de 30 anos. Para os participantes que receberam um avental preto, o sonho ainda não tinha terminado e o júri explicou que cinco deles ainda poderiam receber o avental branco.

Para isso bastava preparar uma receita de peixe-espada-preto que convencesse os chefs. E assim foi. Depois de uma hora e quinze minutos, os aspirantes a chef apresentaram as suas iguarias. Alguns acusaram a pressão e falharam na confecção, outros conseguiram superar a prova e juntar-se ao grupo de 17 finalistas. 

Nesta temporada temos um leque de concorrentes muito heterogéneo, com gente de origens diversas, embora tenha notado alguma incidência na área da saúde, já que participaram dois enfermeiros e um médico. Ou seja, há mais profissionais de saúde no “MasterChef” do que nas urgências do Hospital de Santa Maria. 

Leia também o artigo da NiT sobre a história do último vencedor de “MasterChef Portugal”.

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