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Há uma ilha onde todos os seus desejos se podem tornar realidade

"Fantasy Island" regressa 40 anos depois e tem estreia marcada para 10 de janeiro no AXN White.
Roselyn Sánchez (direita) é a protagonista

Quem nunca sonhou banhar-se numa fonte da eterna juventude e evitar a velhice ou comer tudo o que apetece sem engordar um quilo que seja? Há desejos que vivem na imaginação e que seriam incríveis de concretizar, mais ainda se o pudéssemos fazer numa ilha paradisíaca. Muitas marcas promovem estas fantasias com cremes milagrosos para a pele, alimentos mágicos ou experiências radicais que desafiam a natureza — o importante é dar uma sensação de invencibilidade e de exclusividade.

No entanto, muitos destes desejos tão profundos não são aquilo de que realmente cada um precisa. Esse é um dos grandes ensinamentos da série “Fantasy Island”, que tem agora continuação no AXN White, depois do sucesso nos anos 70. Se na altura Ricardo Montalblan — conhecido pelos filmes “Aonde é que Pára a Polícia” e “Star Trek II” — foi o icónico Mr. Roarke, hoje a produção chega com um visual mais moderno, mas mantendo as ligações ao passado.

“Fantasy Island” estreia a 10 de janeiro, e tem agora uma mulher como anfitriã da ilha paradisíaca no meio do Oceano Pacífico, onde todos os sonhos se podem tornar realidade. Elena Roarke, interpretada pela também latina Roselyn Sánchez, dá continuação à história, sendo certa a existência de uma relação familiar desta com o antigo concierge.

Nesta sequela, a estudante de neurobiologia começa por não querer ter a responsabilidade de gerir o local paradisíaco, mas o legado de família leva-a a abandonar Nova Iorque e o noivo para aceitar o desafio. Elena segue também a tradição de Mr. Roarke de vestir-se sempre de branco, mais um pormenor de ligação entre as duas séries.

Modernizada mas com o mesmo conceito, a realização de todos os sonhos e desejos dos hóspedes continua a ser o objetivo em “Fantasy Island”, agora com o estilo e inovação do século XXI. No entanto, nem sempre aquilo os hóspedes levam da ilha era exatamente o que esperavam. 

O lado fantástico característico do conceito original mantém-se nesta produção criada por Elizabeth Craft e Sarah Fain. Não vão faltar elementos como fontes da juventude ou um mordomo misterioso com uma presença sinistra. Com diversas situações dramáticas, o primeiro episódio arranca quando uma apresentadora de televisão é humilhada publicamente. Para recuperar do trauma, a mulher decide viajar para longe e fazer um retiro na Ilha da Fantasia. O que acontece a seguir é surpresa. O elenco de “Fantasy Island” conta ainda com nomes como Kiara Barnes e John Gabriel Rodriguez, entre outros.

Em 2020, a história original foi adaptada para cinema. O filme funciona como uma espécie de prequela que, ao contrário da produção de televisão, se caracterizou como terror/thriller. Apesar de ter sido um sucesso de bilheteira nos Estados Unidos, acabou por ser um dos nomeados para os Razzies (os prémios para piores produções cinematográficas) desse ano.

Este artigo foi escrito em parceria com o AXN White.

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