Televisão

Harry e Meghan acusam família real de divulgar histórias sobre si à imprensa

Por outro lado, o novo trailer do polémico documentário da Netflix é acusado de usar fotografias falsas.
O casal vai ser foco de todas as atenções

Na mais recente temporada de “The Crown”, assistimos ao caos provocado pela entrevista de Diana à estação BBC, na qual trouxe a público muitos dos choques internos que ocorriam dentro dos salões de Buckingham. Agora, trinta anos depois, é o seu filho Harry quem parece querer voltar a abanar as fundações da Casa Real britânica.

Segundo o novo trailer de “Harry & Meghan”, os caminhos da família real e do novo casal terão começado a separar-se assim que o casamento foi celebrado. “E de repente”, nota Meghan Markle, antes de Harry confirmar: “Tudo mudou”.

Nas novas imagens que antecipam a estreia do documentário na Netflix esta quinta-feira, 8 de dezembro, Harry aproveita para falar sobre “a hierarquia da família”. “Há notícias que saem cá para fora, mas também há notícias que são plantadas”, sugere o filho de Carlos III, deixando no ar que muitas das histórias que surgiam sobre si e sobre Markle na imprensa teriam sido divulgadas pela própria família.

“É um jogo sujo”, confirma Harry no vídeo onde faz uma comparação com a situação que a sua mulher viveu e com a que a sua mãe, Diana, enfrentou nos anos 90 — e que conduziu a um divórcio turbulento do atual rei.

O trailer é tudo menos subtil, à medida que vai alternando imagens de Diana e de Meghan, perseguidas pelos fotógrafos, enquanto se fala sobre “a dor e o sofrimento das mulheres que casam com esta instituição”.

“Percebi que eles nunca me iriam proteger”, confessa Markle no excerto. Já Harry, confirmou o receio de ver acontecer com a mulher o que aconteceu com a sua mãe. “Estava apavorado. Não queria que a história se voltasse a repetir.”

Não são apenas os duques de Sussex que falam no filme. “Havia uma guerra contra a Meghan, como forma de apoiar os planos de outras pessoas”, explica a advogada do casal. Já Christopher Bouzy, guru da indústria tecnológica e amigo do casal afirma tratar-se tudo de “uma questão de ódio” e “uma questão racial”.

 

No Reino Unido, as várias fações entraram em guerra. Muita da imprensa que se coloca ao lado da Coroa aproveitou para esmiuçar cada frase e cada imagem. Foi nesse exercício que descobriram a utilização de uma imagem falsa.

No primeiro teaser, é exibida uma multidão de fotógrafos, como se esse grupo de várias dezenas de jornalistas estivessem a perseguir o casal. Na verdade, e segundo o “The Sun”, essa multidão de fotógrafos reuniu-se, sim, mas em 2011, para fotografar as estrelas que chegavam ao red carpet da estreia mundial do novo filme de Harry Potter.

Essa é uma das muitas armas arremessadas na direção de Meghan e Harry, que desde a sua fuga para a América do Norte, em 2021, e afastamento da Família Real como membros a tempo inteiro, têm sido pintados como heróis e vilões, dependendo da simpatia que o julgador tenha para com a monarquia.

Além das constantes declarações à imprensa e da polémica entrevista dada a Oprah Winfrey — onde, vale a pena recordar, Meghan acusou membros da família real de racismo —, o novo documentário parece ser mais uma batalha na longa guerra sem fim. Ao “The Daily Mail”, os peritos em assuntos reais não têm dúvidas: “É um extraordinário ato de vingança”. Tanto quanto se sabe, Harry e Meghan irão lucrar e muito com o documentário, que terá sido lançado no seguimento do acordo milionário assinado em 2021 e que terá sido avaliado em cerca de 100 milhões, segundo informações avançadas pelo “The New York Times”.

“Este é um descarado e extremamente destrutivo ataque à Família Real, à instituição e aos membros das diferentes casas”, explica outro especialista. “Isto irá certamente acentuar o afastamento entre os irmãos. E não há dúvida de que o documentário foi pensado para enfraquecer a instituição que William irá receber como futuro rei (…) Os efeitos disto irão ser sentidos ao longo dos próximos anos.”

Entretanto, a Casa Real mantém-se em silêncio total. Ou melhor, em relativo silêncio, já que as fontes vão-se multiplicando e relatando os receios e temores que percorrem os corredores dos palácios. Segundo uma fonte, que falou ao “The Daily Mail”, o rei pretende manter a sua abordagem de normalidade. “Mais do mesmo”, cita. “Não iremos deixar que uns ventos vindos do outro lado do Atlântico nos desviem do rumo.”

Ainda assim, confessam “a constante frustração e exaustão” perante a avalanche de lamentos e críticas vindas de Harry e Meghan. Além do documentário, que será lançado em duas partes, a 8 e 15 de dezembro, Harry irá também publicar as suas memórias em janeiro. “É provável que se vivam umas semanas difíceis, mas depois, o que raio é que eles terão mais para dizer?”, questiona outra fonte anónima, próxima da Casa Real. “Certamente que chegará uma altura em que irão perceber que têm que seguir com a sua vida. É certamente isso que pretende o resto da família.”

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