Televisão

“Hell’s Kitchen”: Lucas pode ter-se safado, mas a super Francisca mostrou que tem tudo

O humorista e cronista Miguel Lambertini analisa o mais recente episódio do programa da SIC.
O programa teve uma semifinal este domingo.

No último episódio de “Hell’s Kitchen”, que foi transmitido no domingo, 23 de maio, à noite, na SIC, Rafaela voltou a Pontével para jogar à bola. E a eliminação ditou que os quatro semifinalistas fossem Lucas, Francisca, Cândida e Rute. 

Os concorrentes ganharam novas jalecas com faixas negras, quase como um distintivo, estilo cinturão de artes marciais, por terem conseguido aguentar semanas a levar cacetada do chef Ljubomir. Nesta fase final, e já numa versão mais fofinha, o chef do 100 Maneiras presenteou os semifinalistas com uma caixa de madeira customizada que continha itens e aromas relacionados com a personalidade de cada um. Estranhamente, e apesar da constante cara de enjoado, a caixa do Lucas não tinha nenhum daqueles sacos para vomitar que existem nos aviões.

“Vão ter de preparar o vosso menu de sonho com cinco pratos, tem de ser a vossa cara, as vossas raízes e entranhas”, explica o chef, depois de cada um abrir a sua caixa. Mas esta foi uma das tarefas mais duras até agora, porque os concorrentes tinham apenas quatro horas para confecionar cinco pratos de autor: duas entradas, um prato de peixe, um de carne e uma sobremesa.

Para ajudar nesta tarefa, cada um dos concorrentes tinha o apoio de um chef convidado. Aos já clássicos chefs residentes Manuel Maldonado e Hugo Nascimento, juntaram-se André Lança Cordeiro e Vasco Coelho Santos. Cada um deles foi dando indicações ao concorrente que lhes saiu em sorteio — o que, em princípio, seria uma enorme vantagem tendo em conta a experiência destes profissionais da cozinha. Em princípio, porque quando estamos a falar de Lucas, por isso pode não ser bem assim.

“Chef, deixe-me fazer à minha maneira, caraças”, diz Lucas para o chef Maldonado, que naquele momento deve ter ficado com vontade de cozer o concorrente em lume brando, mas optou por dizer “tudo bem, faz como tu quiseres”, enquanto abandonava a cozinha, que é exatamente o mesmo tom de desprezo que a minha mulher usa quando eu digo que sei o caminho para um sítio e, na verdade, não sei.

Só que, tal como eu, no final, as coisas até acabam por correr bem — mais inversão de marcha, menos inversão de marcha. E o Lucas lá conseguiu apresentar cinco pratos que ficaram a apenas um ponto da pontuação máxima. Sim, porque essa foi obviamente atribuída à super Francisca, que mais uma vez mostrou que tem tudo para vir a ser uma ótima chef e a grande vencedora desta edição. 

Já Cândida e Rute ficaram pelo caminho mas puderam levar as jalecas como prémio de consolação. Assim podem sempre lembrar-se do grande feito de terem chegado à semifinal do “Hell’s Kitchen”… Sem se terem matado uma à outra. 

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