Televisão

“Hell’s Kitchen”: o dia em que Ljubomir tentou envenenar um programa inteiro

O chef e apresentador do programa revelou que existiam presentes (envenenados) escondidos na sala.
Ljubomir deixou "presentes envenenados" aos concorrentes

Na reta final para escolher os finalistas de “Hell ‘s Kitchen Famosos”, e imbuídos do espírito natalício, os participantes começaram por receber presentes. No programa que foi transmitido este domingo, 3 de dezembro, na SIC, o chef Ljubomir escreveu no quadro branco da sala de estar uma mensagem algo misteriosa: “Hoje estou (pouco) simpático. Há presentes (envenenados) para todos, escondidos na sala”.

Será que o chef queria despachar as caixas de Mon Cherry que lhe ofereceram no “amigo secreto” do Natal passado? Não, afinal eram apenas jalecas. Qualquer outra pessoa ia ficar com aquele sorriso amarelo que eu fazia quando as tias-avós ofereciam um par de meias aos losangos, “muito quentinhas”, mas os nossos famosos não.

Isto porque a jaleca é preta e isso significa que a partir de agora eles passam a ser uma única brigada e ganharam o estatuto de semifinalistas. Isso não quer dizer que não tenham de fazer na mesma uma daquelas provas iniciais retiradas dos livros de animação dos campos de férias, que desta vez foi um divertido torneio de penaltis.

Só quem marcasse um golo, numa pequena baliza, é que teria direito a escolher um ingrediente para poder cozinhar um petisco criativo, perfeito para ver a bola. Depois de várias tentativas goradas, onde a estrela da peladinha foi claramente Luísa Villar com fintas incríveis, a si própria, que fariam corar o Ronaldinho Gaúcho, os famosos lá conseguiram começar a marcar, para alívio do chef Ljubomir. Depois de escolhidos os ingredientes de cada um, Lourenço Ortigão foi o primeiro a apresentar o seu petisco.

Com um toque pessoal, decidiu arriscar e tirou da cartola uma francesinha que deixou todos de boca aberta e depois fechada e depois aberta e fechada, porque ninguém conseguiu parar de comer a iguaria do “menino de ouro”. Eu não provei e fiquei com água na boca só de ver aquela instalação artístico-gastronómica no ecrã da minha televisão. Que maravilha de aspeto que, fazendo jus no comentário do chef, igualava em sabor.

“Isto não foi um penalti, foi um livre de 35 metros marcado sem hipótese para o guarda-redes! Este prato está genial.” Ora com um elogio destes dir-se-ia que Lourenço tinha acabado de garantir o seu lugar na final. Só que não. É que o ator até pode ser o “menino de ouro”, mas não fica atrás do diamante em bruto que é Diogo Amaral.

Diogo apresentou como petisco um prato de pica pau, com um pão especial e dois molhos diferentes. E como se não bastasse, ainda lhe juntou uma cerveja fresquinha para acompanhar. Pumba, vai buscar. O chef gostou tanto das espetadas do Diogo que até cantou: “Que perfeito coraçãooooo”. E acrescentou: “A tua carreia de ator acaba aqui hoje…nós vamos abrir um restaurante juntos porque tu tens mesmo muito jeito.”

Eu espero que o chef Ljubomir cumpra a promessa, porque se desse para mandar vir o Pica Pau do Diogo e a Francesinha do Lourenço eu vendia já o meu Red Pass, só para ficar em casa a petiscar enquanto via o Benfica. Por falar em SLB, a vitória no desafio deu imunidade a Diogo Amaral. Por isso é ele o primeiro finalista do “Hell’s Kitchen Famosos”, como de resto eu previ no artigo que escrevi após a estreia. Sou uma espécie de Zandinga dos reality shows.

“Quem borrar a cueca vai-se embora” alertou o chef no lançamento do serviço da noite. Talvez fosse mais provável isso acontecer caso Ljubomir tivesse oferecido como presente as tais caixas de bombons fora de prazo, mas a verdade é que com a jaleca preta vieram atrelados 13 pratos novos e uma sala cheia com 60 clientes.

Claro que apesar do cenário caótico que se avizinha, há sempre tempo para um momento agradável de product placement disfarçado de dica informal do chef Maldonado: “Não sei se já repararam nesta fantástica máquina que faz tudo e mais alguma coisa e que por acaso está estrategicamente colocada em cima desta bancada onde é mais fácil a câmara dois fazer um grande plano enquanto eu vos explico que, melhor do que este eletrodoméstico só mesmo um robot que cozinhe, limpe a casa, passeie o cão e faça massagens com um final feliz, enquanto escreve a vossa tese de mestrado em mandarim?”

Claro que com tantos atributos e tantos “uaus”, daqueles mesmo genuínos, os famosos ficaram a pensar que a máquina ia fazer-lhes a papinha toda, só que, como já é sabido, não há jantares grátis. A não ser, que sejam jogadores da bola ou atores e apresentadores da SIC. Aí sim, basta aparecer no restaurante do Hell’s Kitchen, como fizeram a Clara de Sousa, Laura Dutra, Oceano, Jorge Andrade e Renato Godinho.

As figuras públicas vieram dar uma forcinha aos seus amigos, que é como quem diz: encher o bandulho e colocar-lhes ainda mais pressão para não falharem. As coisas não estavam nada fáceis e os quase chefs não tinham mãos a medir para as solicitações dos clientes.

“Sai duas de prego de atum, três de asinhas de frango, uma de caracoletas, três de pica pau e quatro pudins flan!”

E isto era só o pedido do Jorge Andrade. Mas no final, apesar do stress, correu tudo bem. O mais difícil foi mesmo decidir quem nomear. Reunida a equipa, os votos recaíram sobre Luísa Villar e Ana Marta Ferreira.

No seu discurso final, o Chef levou a atriz às lágrimas: “Mostraste-me que és uma mulher com garra, como poucas”. Para Luísa Villar, as palavras de reconhecimento também foram impactantes: “És uma base de cimento, água, cal, areia…amor. Acho que és a estrutura desta família”. Como não conseguia decidir entre uma e outra, o “árbitro” não expulsou nenhuma e terminou o jogo adiando o resultado para a grande final da próxima semana.

Com esta boa notícia os concorrentes ficaram em êxtase e foram divertir-se com caipirinhas para todos, fogo de artifício e uma banda de mariachis, tudo isto feito no super robot de cozinha do chef Maldonado.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT