Televisão

“House of the Dragon” é baseado numa verdadeira guerra civil medieval entre primos

Não é a primeira vez que George R.R. Martin se inspira em histórias reais. A nova prequela não é exceção.
A personagem foi inspirada numa figura real.

“House of the Dragon” é a série mais esperada do ano, prequela situada no mundo de “A Guerra dos Tronos”, estreada a 22 de agosto. Dispensa grandes apresentações. A viagem até uma era 200 anos antes dos acontecimentos descritos em “A Guerra dos Tronos”, até ao reinado de Viserys Targaryen, tem tido tanto sucesso que foi renovada para uma segunda temporada.

No primeiro episódio, vimos a princesa Rhaenyra nomeada como a futura rainha de Westeros pelo pai, o rei Viserys I. Isso marca a primeira vez que uma mulher foi apresentada herdeira do Trono de Ferro.

Sabe-se que George R.R. Martin, o autor dos livros que inspiraram a série de televisão “Game of Thrones”, inspira-se muitas vezes na história medieval e no início da era moderna para as suas narrativas. Parte da inspiração de “As Crónicas de Gelo e Fogo” deveu-se, aliás, à Guerra das Rosas. Numa série de guerras civis na Inglaterra medieval, as casas de York e Lancaster lutaram pelo trono inglês.

Durante um painel da Comic-Con este verão o autor falou sobre sua última criação. Não é surpresa que os próximos eventos em “House of the Dragon” reflitam acontecimentos dessa época histórica, mais especificamente, num conjunto anterior de guerras civis travadas pela coroa inglesa conhecida pelos historiadores como “The Anarchy”.

Na verdade, “The Anarchy” foi mais do que uma leve inspiração para a série: várias personagens principais são baseadas diretamente nas figuras-chave daquele período conflituoso.

Guilherme, o Conquistador, tornou-se o primeiro rei normando de Inglaterra em 1066, estabelecendo as bases para a monarquia britânica como a conhecemos hoje. O seu filho Henry I tornou-se soberano, numa sucessão de eventos trágicos, e logo declarou a sua filha Matilda a herdeira do trono.

Quando o rei morreu, no entanto, os nobres decidiram que um herdeiro do sexo masculino seria melhor soberano e tentaram substituir Matilda pelo sobrinho, Estêvão de Blois. Isso levou à anarquia.

De 1138 a 1153, assistiu-se ao colapso total da monarquia e a um dos períodos de guerra mais destrutivos — mesmo para os padrões medievais. Agora imagine esse cenário e junte-lhe dragões. Rhaenyra é claramente uma referência da Imperatriz Matilda e da sua própria luta para se tornar a primeira rainha da Inglaterra.

Se não conseguiu ver o primeiro episódio, ainda vai a tempo. A HBO partilhou gratuitamente o primeiro episódio da série no YouTube. Leia a crítica da NiT ao primeiro episódio, descubra a história de Matt Smith, o ator que não queria ser ator; e também como o Spike de “Notting Hill” se tornou na Mão do Rei.

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