Televisão

Já experimentámos a Disney+ — e dizemos-lhe o que pode ver (e como funciona)

Uma das maiores marcas de entretenimento do mundo lança esta terça-feira a sua plataforma de streaming.
A plataforma é lançada a 15 de setembro.

O streaming é cada vez mais o presente do consumo de televisão e esta terça-feira, 15 de setembro, há mais um passo nesse sentido. Uma das maiores marcas de entretenimento do mundo, a Disney, vai lançar a sua plataforma Disney+.

Desde novembro do ano passado que está a funcionar, mas só agora chega a Portugal e a outros países europeus como a Dinamarca, Suécia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo. O catálogo inclui mais de 600 filmes e 100 séries de vários universos.

Tanto vai ser possível rever os grandes clássicos da Disney — como “O Rei Leão”, “A Pequena Sereia”, “A Branca de Neve e os Sete Anões”, “Cinderela” ou “A Bela Adormecida”, entre tantos outros — como dará para descobrir todos os conteúdos alguma vez lançados nos canais Disney Channel.

Além disso, a Marvel pertence à Disney — o que significa que há mais de 30 filmes de super-heróis da banda desenhada na nova plataforma. Desde “Thor” a “Homem de Ferro”, passando por “Capitão América”, “Black Panther” ou as aventuras épicas dos “Vingadores”. Pode ainda ver todos os filmes da saga de “X-Men” e séries como “Agent Carter” e “Os Vingadores Unidos”.

Os estúdios da 20th Century Fox também pertencem à Disney, o que significa que muitos filmes icónicos dos anos 90 ou 80 — desde “Sozinho em Casa” a “Big”, passando por “Três Homens e um Bebé” ou “Dr. Dolittle” — vão estar disponíveis.

A saga de “Star Wars” também está em grande destaque. Além de todos os filmes deste universo de ficção científica estarem incluídos, vai poder assistir a “The Mandalorian”, um dos grandes destaques da plataforma de streaming, já que é a primeira série em imagem real da saga. 

Esta produção que está nomeada para 15 prémios Emmy centra-se na história de um guerreiro Mandalorian — uma espécie de novo Boba Fett — que tem como missão recuperar algo precioso. A narrativa passa-se depois da derrota do Império e antes da ascensão da Primeira Ordem. Os episódios vão estrear semanalmente na Disney+ — apesar de a estreia incluir logo dois capítulos — sendo que vai coincidir com a chegada da segunda temporada em outubro.

Entre os outros conteúdos originais (e novos) da Disney+ incluem-se o remake de “A Dama e o Vagabundo”, o programa “O Mundo Segundo Jeff Goldblum”, “O Garfy Pergunta” e a adaptação “High School Musical: O Musical: A Série”. Já a nova versão de “Mulan”, que ia estrear nos cinemas em março mas foi adiada por causa da pandemia, chega à plataforma de streaming a 4 de dezembro — sem ser necessário pagar um custo extra além da mensalidade, como acontece noutros países.

Também se encontram disponíveis a nova versão de “Aladino” ou “Frozen: O Reino de Gelo”. Veja ainda “Phineas e Ferb”, “Violetta”, “A Idade do Gelo” ou “Avatar”. E pode ver as 30 temporadas de “Os Simpsons”.

Os estúdios da Pixar também estão representados na Disney+ com mais de 20 filmes, entre os quais “Toy Story 4”, “The Incredibles 2: Os Super-Heróis”, “Carros” e “À Procura da Dory”, assim como várias curtas-metragens.

Há ainda uma grande vertente da National Geographic, com programas sobre animais e  natureza, e múltiplos documentários — incluindo o premiado “Free Solo” — entre muitos outros conteúdos produzidos por este canal.

A NiT já experimentou a Disney+

A NiT teve acesso antecipado à Disney+. A plataforma de streaming tem um design e sentido estético de qualidade e todo o serviço pode ser resumido à palavra simplicidade. A Disney+ consegue ser mais simples do que a Netflix, a HBO Portugal ou a Amazon Prime, entre outras plataformas disponíveis no nosso País. Normalmente basta um ou dois cliques para conseguirmos fazer aquilo que desejarmos.

A interface apresenta sempre um conjunto de destaques escolhidos pela plataforma e inclui algumas categorias principais — nomeadamente Disney, Pixar, Marvel, “Star Wars” e National Geographic.

Na página principal, se formos descendo, podemos descobrir quais são as tendências do momento, ver uma coleção de histórias com protagonistas negros — em nome da diversidade —, perceber quais são as maiores novidades ou ver os títulos disponíveis nas várias categorias e géneros de conteúdos. A interface parece organizada e dá várias sugestões de forma a poder explorar-se o vasto catálogo da plataforma.

No menu lateral, além das definições habituais, os conteúdos estão divididos por categorias mais genéricas como “Séries” ou “Filmes”.

Na Disney+ é possível criar-se sete perfis para cada conta. Os pais podem selecionar que perfis é que são dos miúdos, de forma a terem acesso a uma interface ainda mais simples e intuitiva e apenas com conteúdos indicados para a idade. No entanto, não é personalizável. 

A qualidade da imagem é boa e é possível — nalguns conteúdos mais antigos — selecionar se deseja ver no formato original de 4:3 ou já em 16:9. Existe uma ficha técnica e uma sinopse para cada conteúdo e alguns deles incluem extras — como excertos de making-of que explicam como foram gravadas certas cenas, como se fossem extras de um DVD.

O grande foco da plataforma de streaming vai ser o conteúdo original — não existe uma aposta na aquisição de produções de outros canais ou plataformas — e isso poderá ser a maior desvantagem da Disney+.

Há os destaques, as principais categorias e depois as várias sugestões.

Apesar de a oferta ser vasta e diversificada, e de estarem prometidas novidades todas as semanas a pensar em todas as idades, dificilmente poderão conseguir ter tantas novidades capazes de atrair público como as concorrentes Netflix e HBO.

Os conteúdos da Disney+, nalguns casos, até poderão ter mais potencial para serem revistos do que os das outras plataformas. Resta saber se, num mercado já a ficar saturado (e dispendioso para as famílias numa altura crescente de crise económica), vão conseguir conquistar o público em grande escala. De uma forma ou de outra, com o inverno e as piores projeções da pandemia, é bem possível que o consume de televisão continue a aumentar e bem em Portugal.

A 15 de setembro, o público vai poder usufruir da Disney+ na grande maioria dos telemóveis, computadores, consolas, dispositivos de streaming e smart TV. Os conteúdos podem ser vistos em quatro ecrãs em simultâneo, com downloads ilimitados em até dez dispositivos.

Se os fãs interessados fizerem a subscrição até segunda-feira, 14 de setembro, podem aproveitar a campanha especial de lançamento. Uma subscrição anual irá custar 59,99€. A partir do dia de lançamento, o preço sobe para 69,99€ por ano, ou 6,99€ por mês. Consulte mais informações no site oficial.

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