Televisão

Já foram anunciados os vencedores do concurso da Netflix em Portugal

Vhils é um dos premiados desta iniciativa conjunta com o ICA. Augusto Fraga, Sofia Pinto Coelho e Dinis M. Costa estão na lista.
Vhils é um dos premiados.

Depois de quase 1200 candidaturas, o júri da Netflix e do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) revelaram finalmente quais são os projetos vencedores do concurso de apoio aos argumentistas nacionais que foi lançado em abril.

Entre os dez selecionados, os cinco melhores venceram prémios de 25 mil euros. Foram “Finisterra”, de Guilherme Branquinho e Leone Niel; “O Chefe Jacob”, de Raquel Palermo e João Lacerda Matos; “Rabo de Peixe”, de Augusto Fraga, Marcos Castiel e André Szankowski; “Victoria”, de Dinis M. Costa; e “My Name is Jorge: A Redemption Story”, de Sofia Pinto Coelho, o único documentário dos cinco, sendo que os outros são projetos de ficção.

Os restantes cinco venceram prémios de seis mil euros. São as produções de ficção “Barranco dos Cegos”, de Luís Filipe Rocha; “Cleptocracia”, de João Brandão; “Paradoxa”, de Luísa Costa Gomes; e os documentários “Paredes Brancas, Povo Mudo”, de Alexandre Farto (mais conhecido como Vhils), André Costa, Catarina Crua e Ricardo Oliveira; e “This Is Not a Kanga”, de João Nuno Pinto, Fernanda Polacow e Bruno Morais Cabral.

A lista de vencedores está publicada no site do ICA. De acordo com o regulamento oficial, publicado na página da instituição, foram aceites no máximo duas candidaturas por autor e projetos em co-autoria com um máximo de cinco pessoas. A pré-seleção foi feita por um painel de cinco jurados, mas a Netflix é que escolheu os melhores projetos a financiar. 

O valor total do concurso é de 155 mil euros e o júri é composto pela diretora de conteúdos da Netflix de Espanha, Verónica Fernández; pelo responsável pela comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian, Luís Proença; o escritor Possidónio Cachapa; a jornalista Isabel Lucas e o realizador Jorge Paixão da Costa.

A Netflix pode escolher produzir algum dos projetos, “sem assumir nenhuma obrigação presente a esse respeito”. Caso não dê continuidade, “os autores mantêm todos os direitos sobre a obra”. 

Os projetos submetidos foram avaliados tendo em conta a qualidade da ideia principal do argumento e a qualidade do desenvolvimento da escrita.

“Estamos muito satisfeitos por poder colaborar com o Instituto do Cinema e do Audiovisual numa iniciativa que visa apoiar e estimular o grande talento da comunidade criativa portuguesa. Acreditamos firmemente que grandes histórias estão para chegar e podem seguir para qualquer lugar, e estamos confiantes de que este concurso abrirá novas janelas de inspiração e oportunidades para os criadores”, explicou em abril Diego Ávalos, vice-presidente da área de conteúdos originais da Netflix em Espanha.

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