Televisão

Jeffrey Dahmer confessa os crimes macabros em mais uma série assustadora da Netflix

No novo capítulo da saga "Conversas com um Assassino", ouvem-se gravações inéditas do serial killer e testemunhos das famílias das vítimas.
Dahmer está por todo o lado

“Eu estava no meu pequeno mundo privado. Tinha controlo total”, explica o assassino em série, Jeffrey Dahmer, na mais recente produção da Netflix. O homicida, que morreu em 1994, parece ter voltado para dominar por completo os serões na plataforma de streaming.

Com o género de true crime a revelar-se um filão quase inesgotável, a verdade é que ainda ninguém se recompôs da perturbadora minissérie que estreou a 21 de setembro e que recriou os homicídios tenebrosos de Dahmer — e a Netflix já tem mais episódios para os interessados mergulharem, ainda mais a fundo, no mundo macabro do criminoso.

Se “Dahmer – Monstro: A História de Jeffrey Dahmer” apostou no talento de Evan Peters para fazer renascer o serial killer no ecrã, a nova série documental vai buscar material ao próprio assassino. Em “Conversas com um Assassino: As Gravações de Jeffrey Dahmer”, que estreou esta sexta-feira, 7 de outubro, assistimos a mais um capítulo da série que mergulha na mente perversa dos mais famosos homicidas da história.

O documentário dividido em três partes tem a assinatura de Joe Berlinger, que já revelou os segredos de assassinos como Ted Bundy e John Wayne Gacy. E tal como nos anteriores capítulos, são reveladas conversas gravadas e inéditas com os criminosos, muitas vezes com declarações chocantes e francas, feitas não raras vezes aos próprios advogados de defesa.

Além das gravações, Berlinger conversa com todos os envolvidos, de jornalistas a investigadores, psicólogos e os próprios amigos e familiares das vítimas. “Era o meu primeiro trabalho. Senti-me como a Clarice Starling em ‘O Silêncio dos Inocentes’”, revela no trailer a então jovem advogada que ficou encarregue da defesa do assassino. “Ele fez coisas horríveis, mas era também uma pessoa muito complexa”, nota.

Dahmer não era um perfeito desconhecido. Em 1988, havia sido condenado por uma agressão sexual a um menor. No entanto, conseguiu, durante anos, cometer dezenas de homicídios sem que a polícia suspeitasse de que era ele o homem que atormentava a comunidade gay de Milwaukee.

Acabaria por ser apanhado numa noite de 1991. No seu quarto, as autoridades descobriram uma casa de horrores, com um frigorífico recheado de cabeças humanas, crânios, ossos e várias partes de corpos em estado de decomposição.

Assim que foi apanhado, Dahmer confessou pelo menos 16 homicídios. O serial killer não se limitava a matar as vítima. Cometeu diversos atos de necrofilia e canibalismo.

A descoberta da identidade do assassino responsável pelos inúmeros desaparecimentos na comunidade gay chocou o país, sobretudo pelo facto de lhe ter sido permitido agir, sem impunidade, mesmo debaixo da vigilância das autoridades.

Carregue na galeria para descobrir as outras grandes estreias na televisão no mês de outubro.

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