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Morgan Freeman faz discurso emotivo sobre a inclusão na abertura do Mundial

A cerimónia de inauguração da prova internacional ficou marcada pela aparição surpresa do ator americano.
Foi uma surpresa.

O estádio Al Bayt, no Catar recebeu, este domingo, 20 de novembro, a cerimónia de abertura do Mundial de Futebol de 2022. A inauguração durou 30 minutos e contou com vários momentos marcantes. O mais marcante terá sido o discurso surpreendente de Morgan Freeman sobre inclusão, diversidade e união.

O ator norte-americano, que se tornou numa espécie de narrador oficial da prova, apareceu sem que ninguém soubesse a conversar com o youtuber qatari Ghanim Al Muftah. Durante esse momento, Freeman foi um verdadeiro mestre de cerimónia e realizou um discurso sobre inclusão, diversidade e união de todas as nações.

Após a projeção de imagens que tentaram mostrar que o país que acolhe a 22.ª edição do Mundial tem alguma tradição na modalidade, Freeman concluiu: “Todos nós temos uma história de futebol, e esta terra tem uma história muito própria”.

O momento continuou com figurantes a segurarem as bandeiras nacionais de cada uma das 32 seleções que estão no Campeonato do Mundo. No estádio foram entoados cânticos alusivos a cada país.

Depois, houve espaço para ouvir de novo os antigos hinos dos mundiais, como o “Waka Waka”, da Shakira, e para rever as míticas mascotes da prova. Seguiu-se a apresentação da figura oficial do Catar para este Mundial: o fantasma La’eeb, numa alusão ao nome do característico lenço para a cabeça que todos usam no país.

Depois de várias recusas de artistas internacionais em participarem na cerimónia, a animação musical do espetáculo de cor e luz ficou a cargo de Jung Kook, cantor sul-coreano da banda BTS, que cantou “Dreamers”, uma das canções oficiais do Mundial. Pouco depois, o artista qatari Fahad Al Kubais, cantor e ativista dos direitos humanos, juntou-se à performance.

A celebração terminou com o discurso do Emir do Catar, que procurou contrariar todas as polémicas em que a prova está envolvida.

“Pessoas de diferentes raças, nacionalidades e orientações são todas bem-vindas, para viver estes momentos excitantes. Que bonito é ter as pessoas juntas e não dividas por forma celebrar a diversidade”, afirmou Tamim bin Hamad al-Tani, no discurso que marcou o encerramento da cerimónia, com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, sentado do seu lado esquerdo.

Depois de em setembro ter prometido perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas um Mundial “sem discriminações”, o Emir afirmou este domingo que “chegou o dia mais esperado”. E acrescentou: “A partir de hoje e durante 28 dias vamos mostrar ao mundo a união em torno do futebol”.

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