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Morreu Eric Dane, o eterno Mark Sloan de “Anatomia de Grey”. Tinha 53 anos

O ator, que também participou em “Euphoria”, sofria de esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig.

Eric Dane morreu esta quinta-feira, 19 de fevereiro, vítima de esclerose lateral amiotrófica (ELA), confirmaram os seus agentes em comunicado. O ator, que tinha 53 anos, será “recordado com carinho” e deixará “uma profunda saudade”. Nos últimos tempos, Dane esteva “determinado em marcar a diferença para outros” que enfrentam a mesma patologia degenerativa.

A revelação pública do diagnóstico chegou em abril de 2025, revelou o próprio numa entrevista exclusiva à revista “People”. “Fui diagnosticado com ELA. Sou grato por ter a minha família ao meu lado enquanto navegamos neste próximo capítulo”, disse Dane, na altura.

A condição incurável, também conhecida como doença de Lou Gehrig, progrediu rapidamente e, em outubro do ano passado, o ator já estava com parte do corpo paralisado e enfrentava dificuldades em falar.

“Eric adorava os seus fãs e estava eternamente grato pela enorme vaga de carinho e afeto que recebeu”, acrescentaram os seus agentes.

A carreira do norte-americano, nascido em São Francisco, ficou marcada pela participação no drama clínico da ABC, “Anatomia de Grey”, onde deu vida ao cirurgião plástico Mark Sloan entre 2006 e 2012, regressando ao papel que lhe valeu a alcunha “McSteamy” em 2021.

Mais recentemente, conquistou a aclamação da crítica na produção da HBO, “Euphoria”, interpretando o complexo patriarca Cal Jacobs.

O antigo modelo estreou-se na representação em “Saved By The Bell” e integrou elencos de filmes como “Gideon’s Crossing”, “Marley & Me” ou “X-Men: The Last Stand”. Desde a revelação da sua condição de saúde incurável, tornou-se um fervoroso embaixador na sensibilização para a doença.

No episódio de ”Brilliant Minds”.

A linha entre arte e realidade tornou-se quase invisível durante a participação especial de Eric Dane na série médica da NBC, “Brilliant Minds”. Neste seu último papel, o ator interpretou um bombeiro que também sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). 

A performance de Dane foi “tão visceral e profunda”, que, após uma cena crucial, recebeu uma ovação de pé de 10 minutos, de toda a equipa de produção, elenco incluído.

O criador da série, Michael Grassi, descreveu a experiência como “verdadeiramente honesta”. No episódio gravado em outubro do ano passado, o personagem de Dane, o bombeiro Matthew Rimati, luta para encontrar a melhor forma de comunicar a doença à família.

“O Eric teve a enorme coragem de conseguir contar esta história”, afirmou Grassi. “Expor esta vulnerabilidade é fundamental para aumentar a conscientização e mostrar que ninguém está sozinho na batalha contra a doença.”

Para lá da ribalta, o foco do ator residia no núcleo familiar. “Passou os últimos momentos rodeado pelos seus melhores amigos, pela mulher, Rebecca Gayheart, e pelas duas filhas, Billie Beatrice, de 15 anos, e Georgia Geraldine, de 13, que constituíam o eixo da sua existência”, detalha a nota oficial. Casado com a também atriz e manequim, Dane deixou ainda um legado escrito; as suas memórias têm publicação agendada para o final deste ano.

O livro, intitulado “Book of Days: A Memoir in Moments”, será editado nos EUA pela The Open Field. “O Eric quer deixar às filhas e à família algo de que se possam orgulhar, e este livro não só as encherá de orgulho, como também ajudará as pessoas a compreender o que a ELA é e não é, o que acontece a alguém quando a contrai e como todos podemos ser parceiros compassivos de pessoas que sofrem de condições neurológicas como esta”, acrescentou um responsável da editora.

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