Televisão

Há uma espécie de “Pesadelo na Cozinha” na Netflix (e já tem duas temporadas)

Chama-se “Restaurants on the Edge” e não tem nenhum Gordon Ramsay nem Ljubomir Stanisic — mas o lado visual é mais apelativo.

É um programa em que restaurantes com várias dificuldades — e à beira de crises maiores, como uma falência — recebem especialistas para os ajudarem a mudar métodos de trabalho, ingredientes ou a decoração. O objetivo? Melhorar a qualidade e conquistar clientes. 

É o mais próximo de “Pesadelo na Cozinha” que a Netflix nos deu, e desde sexta-feira, 8 de maio, que há uma segunda temporada disponível. Falamos de “Restaurants on the Edge”. Aqui não há nenhum Gordon Ramsay nem Ljubomir Stanisic, e não há quaisquer sinais de gritos na cozinha ou de discussões entre tachos e panelas.

Quase todas as lágrimas que existem em “Restaurants on the Edge” são mesmo de emoção e gratidão, quando, no final de cada episódio, os donos dos restaurantes encontram o seu espaço totalmente renovado e redecorado. De borla.

O formato é conduzido por pelo restaurateur Nick Liberato, pelo chef Dennis Prescott e pela designer de interiores Karin Bohn. A energia entre o trio de apresentadores e especialistas e os donos dos restaurantes é sempre positiva — o objetivo é mesmo o foco nas coisas boas e em como é possível resolver os problemas ou melhorar as condições existentes.

O título “Restaurants on the Edge” esconde um trocadilho. Sim, refere-se aos “restaurantes à beira do desastre”, mas também aos “restaurantes à beira de grandes paisagens”. Todos os espaços que participam no formato — que é gravado em locais de todo o mundo — têm vistas incríveis.

O conceito é, portanto, melhorar restaurantes que já têm esta incrível vantagem. Na primeira temporada participaram restaurantes de Malta, Hong Kong, Costa Rica, Áustria ou Canadá; já nesta encontramos espaços da Finlândia, EUA ou Eslovénia, entre outros.

Apesar de o programa ser sobre melhorar e solucionar os problemas nos restaurantes, há uma grande parte que se assemelha mais a um formato de viagens — a meio dos episódios é costume que os responsáveis pelos espaços desapareçam temporariamente enquanto os espectadores são guiados pela cidade, vila ou aldeia.

O trio de apresentadores mostra-nos artesãos locais, explicam-nos a tradição gastronómica e de como isso pode influenciar o restaurante em questão, e, essencialmente, fornecem algum contexto sobre onde nos encontramos naquele capítulo da temporada. Tudo isto enquanto nos são apresentadas paisagens e vistas fantásticas de cada cenário.

O lado visual de “Restaurants on the Edge” é, por isso, muito mais explorado que o habitual em relação a “Pesadelo na Cozinha” — mesmo que seja, quase de forma assumida, menos emocionalmente profundo e envolvente.

Além disso, tudo aquilo que está em grande destaque no formato internacional “Pesadelo na Cozinha” — o treino dos cozinheiros, a especificidade dos métodos de trabalho e da preparação de refeições — muitas vezes está aqui em segundo plano ou é tratado de forma mais superficial.

O programa estreou inicialmente no canal de televisão canadiano Cottage Life, em 2019, antes de chegar à Netflix. A segunda temporada tem seis episódios e já se encontra totalmente disponível na plataforma de streaming.

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