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Netflix volta a aumentar valores das subscrições e os clientes estão furiosos

"À medida que proporcionamos mais valor aos nossos membros, atualizamos os nossos preços", diz a empresa que, por enquanto, aplicou a medida apenas nos EUA.

A aposta da Netflix em partilhar diferentes conteúdos (além dos filmes e séries habituais) como videocasts e eventos em direto, tem sido cada vez maior. No entanto, as novidades constantes trazem uma grande desvantagem para os utilizadores. A 25 de março, pela primeira vez desde janeiro do ano passado, a plataforma de streaming aumentou os preços nos Estados Unidos.

O plano com publicidade passou a custar 8,99 dólares (7,75€) por mês, face aos anteriores 7,99 (6,89€). Já o standard subiu de 17,99 dólares (15,51€) mensais para 19,99 (17,23€). A subscrição premium custava 24,99 dólares (21,54€) e, agora, está a 26,99 (23,27€).

O preço para membros adicionais também aumentou: os planos com publicidade passam a custar 6,99 dólares (6,03€) por cada utilizador extra fora do agregado familiar, anteriormente 5,99 (5,16€), enquanto os extras sem anúncios passam a custar 9,99 (8,61€) dólares cada, um dólar acima dos anteriores 8,99 (7,75€).

As queixas não se fizeram esperar nas redes sociais. “Outra subida de preços pelo mesmo conteúdo? Quando é que as pessoas dizem ‘chega’?”, reagiu um utilizador no X. “Prefiro gastar esse dinheiro numa bebida duvidosa num bar suspeito e conseguir uma história incrível para contar”, disse outro. “Adeus, Netflix” escreveu um subscritor.

Apesar das críticas constantes, os executivos da Netflix têm defendido o aumento de preços, destacando a quantidade de conteúdos disponíveis na plataforma e a forma como as receitas das subscrições podem ser usadas para investir em novos projetos. Durante a apresentação de resultados de janeiro, a empresa afirmou que o objetivo é gastar 17 mil milhões de euros em conteúdos em 2026, acima dos 15 mil milhões investidos em 2025.

Na altura, a Netflix indicou também que previa que a receita total em 2026 se situasse entre 43,71 mil milhões e 44,57 mil milhões de euros, impulsionada pelo aumento do número de subscritores e dos preços, bem como por “uma previsão de quase duplicação das receitas publicitárias em 2026” em comparação com o ano anterior.

“A nossa abordagem mantém-se a mesma: continuamos a oferecer uma variedade de preços e planos para responder a diferentes necessidades e, à medida que proporcionamos mais valor aos nossos membros, atualizamos os nossos preços para podermos reinvestir em entretenimento de qualidade e melhorar a experiência dos utilizadores”, afirmou a Netflix em comunicado enviado à “Variety”. Ainda não se sabe se os preços também vão aumentar em Portugal, mas seguindo estratégias anteriores da empresa, depois de aumentarem nos Estados Unidos, a medida é replicada na Europa. 

Leia o artigo da NiT para saber quais foram as nossas séries favoritas do ano passado (da Netflix e não só).

Carregue na galeria para conhecer algumas das séries e temporadas que estrearam em março nas plataformas de streaming e canais de televisão.

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