“Como Defender um Assassino” tornou-se uma das séries jurídicas mais populares dos últimos anos, ao misturar crimes, tribunais e as vidas pessoais de uma professora de Direito e dos seus alunos. A produção, que em Portugal, estreou no AXN a 27 de novembro de 2014, teve sexta temporadas, terminando em 2020.
Agora, a Netflix tem uma nova produção que está a ser comparada ao fenómeno protagonizado por Viola Davis. A semelhança é fácil de perceber: há uma professora de Direito, um grupo de estudantes a investigar um caso criminal e vários segredos pessoais pelo meio.
Chama-se “Habeas Corpus” e estreou esta quarta-feira, 23 de setembro. É a primeira série jurídica brasileira da plataforma, com Marjorie Estiano no papel principal. Os oito episódios já estão disponíveis.
A comparação com a série norte-americana já chegou à imprensa brasileira. O jornal “Folha de S.Paulo” descreveu-a precisamente como uma produção “à la ‘Como Defender um Assassino’”. Marjorie Estiano, porém, revelou à “Veja” que “nunca viu a série de Viola Davis e preferiu não fazê-lo durante a preparação para evitar influências”.
Em “Habeas Corpus”, interpreta Inez Franco, uma antiga advogada criminalista que trocou os tribunais pela universidade. Como professora de Direito, cria um grupo de revisão criminal com vários alunos e decide recuperar um caso que pode ter colocado um inocente atrás das grades.
Jonathan (Hypólito) está preso há seis anos pelo homicídio de um milionário e de uma trabalhadora doméstica. Foi condenado a 47 anos de prisão, mas garante que não cometeu os crimes. Inez e os estudantes começam a reexaminar provas, testemunhos e possíveis falhas do processo.
Entre eles está Marina (Any Gabrielly), uma aluna brilhante que tem motivos pessoais, e escondidos, para se envolver na investigação. O caso também obriga Inez a reencontrar Murilo Villar (Vladimir Brichta), o ex-marido e antigo sócio, que agora se encontra do outro lado da disputa. Danton Mello, Natália Lage, Marisa Orth e Naruna Costa também fazem parte do elenco.
Apesar de a história ser ficcional, a série inspira-se no trabalho do Innocence Project Brasil, organização que investiga possíveis condenações injustas e procura revertê-las nos tribunais. A equipa contactou advogados, acompanhou julgamentos e conheceu casos reais durante a preparação.
Foi assim que “Habeas Corpus” encontrou também aquilo que a distingue de “Como Defender um Assassino”. Além do mistério e das reviravoltas, a série usa o caso de Jonathan para abordar temas como racismo, desigualdade social e as diferenças no acesso à Justiça brasileira.
Criada por Leonardo Moreira, Luiz Villaça e Donna Oliveira, a produção tem direção-geral de Villaça. Os oito episódios de “Habeas Corpus” já estão disponíveis na Netflix.
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