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Televisão

O documentário de “Como é que o Bicho Mexe?” é obrigatório para os fãs de Bruno Nogueira

Está disponível na nova plataforma de streaming da SIC, a OPTO, e tem 50 minutos com os momentos mais épicos.
Bruno Nogueira fez o Natal em maio.

Foi um dos momentos felizes que marcaram este difícil ano de 2020. A meio do mês de maio, celebrou-se o Natal pelo País fora (e sobretudo na Grande Lisboa) com a edição especial de “Como é que o Bicho Mexe?” — talkshow improvisado criado de forma espontânea por Bruno Nogueira na altura do primeiro confinamento, na primavera, quando a grande maioria dos portugueses foi para casa e o humorista começou a partilhar os seus pensamentos através de uma série de diretos no Instagram, aos quais se foram juntando vários convidados.

Nesta noite de maio, que assinalava o início do desconfinamento, Bruno Nogueira e companhia tinham pedido aos fãs que colocassem luzes ou adereços de Natal nas janelas ou varandas das suas casas. Começaram na Linha de Cascais e partiram em direção a Lisboa, passando pela Buraca, Benfica ou Entrecampos, antes de chegarem ao Marquês de Pombal e descerem a Avenida da Liberdade rumo ao Coliseu dos Recreios.

Como Salvador Martinha disse naquele dia, o carro de Bruno Nogueira e Nuno Markl parecia o autocarro da seleção nacional. Havia pessoas nas janelas e varandas carregadas com luzes de Natal, outros que gritavam ou faziam vénias nas ruas por onde passavam, e aqueles que pegaram no carro ou na mota e que começaram a seguir Nogueira e Markl enquanto buzinavam pela noite fora.

Até uma ambulância do INEM e uma viatura descaracterizada da polícia deram sinais de apoio na noite mais especial do ano de “Como é que o Bicho Mexe?” — que chegou às ruas depois de tantos serões em casa, no Instagram. Naquela noite, houve 170 mil pessoas em simultâneo a assistir a tudo.

Foi um momento realmente marcante, que fez a noite de muita gente (deste que vos escreve inclusive, até porque celebrei o meu aniversário precisamente nessa noite de 16 de maio, confinado em casa) e a boa notícia é que agora já é possível revê-la.

A plataforma de streaming da SIC, a OPTO, foi lançada a 24 de novembro. Um dos conteúdos exclusivos que vale a pena descobrir é o documentário que registou esta noite — gravado pela equipa de videógrafos que foi acompanhando Bruno Nogueira e Nuno Markl e, mais tarde, aquilo que viria a acontecer no Coliseu dos Recreios.

Assim, o documentário intercala entre as próprias imagens do livestream e aquelas que foram captadas por esta equipa — que ajudam a contextualizar tudo o que se passou e oferecem novos pontos de vista, com uma melhor qualidade de imagem. Tem quase 50 minutos, o que significa que não é a emissão inteira — mas sim um best-of generoso.

Não há nada que tenha sido marcante e de que nos lembremos particularmente que não esteja presente. Bem, quer dizer, o órgão sexual e a erva de João Quadros não aparecem propriamente no documentário — mas só porque foram censurados. Tirando isso, o momento está presente e as imperdíveis reações também.

Como se poderá lembrar, durante a viagem de carro Bruno Nogueira foi convocando os convidados regulares de “Como é que o Bicho Mexe?”, como Nuno Lopes, Inês Aires Pereira, Bumba na Fofinha, Albano Jerónimo, Ljubomir Stanisic, João Manzarra ou Beatriz Gosta (além de outros já mencionados), sendo que quase todos eles se reuniram mais tarde, de surpresa para o público, no coliseu.

Lá dentro esperavam-nos ainda outras surpresas: Salvador Sobral estava a cantar numa casa de banho iluminada como um camarim; e Nélson Évora estava casual e talentosamente a saltar pelos corredores da sala de espetáculos. Tudo terminou, tal como de costume no Instagram, com Filipe Melo ao piano — sendo que Bruno Nogueira também chegou a cantar um tema de Tony de Matos, “Vendaval”, daqueles que fazem parte do alinhamento do espetáculo “Deixem o Pimba em Paz”.

Pelo meio houve também alguns convidados invulgares: Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo apareceram durante o live para tornar a ocasião ainda mais especial.

Assistir a tudo aquilo a partir de casa e ver Bruno Nogueira emocionado com o “monstro” que criou foi realmente marcante — e acreditem quando digo que é daquelas experiências que vale a pena repetir ao ver o documentário de “Como é que o Bicho Mexe?”.

Quanto ao talkshow propriamente dito, houve duas emissões nos últimos fins de semana e o regresso está prometido — mesmo que tenhamos de esperar algum tempo. Por enquanto, pode sempre embarcar nesta jornada nostálgica, mesmo a tempo do próximo Natal.

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