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“O Paciente Instável”: a nova minissérie em que um serial killer rapta um psiquiatra

Tudo porque quer ser ajudado a superar os seus impulsos assassinos.
Steve Carell é um dos protagonistas.

Se está à procura de novas séries para ver — e os dias são cada vez mais apetecíveis num sofá coberto de mantas — uma boa opção pode ser “O Paciente Instável”. Estreou na Disney+ a 30 de novembro e trata-se de uma produção original do canal americano FX.

A premissa é simples: um psiquiatra é raptado por um novo paciente que escondeu ser um serial killer. O homem com impulsos homicidas não pretende matar o especialista que o acompanha, pelo contrário; deseja curar-se. Para isso, Sam (Domhnall Gleeson) considerou que a melhor hipótese era raptar Alan (Steve Carell) e instalá-lo na sua cave. Acredita que mais tempo de terapia, num local onde pode ser completamente honesto, será a solução.

Sam não comete os crimes de forma aleatória nem existe qualquer desejo sexual associado aos seus atos. Ele mata pessoas que considera ofensivas, que supostamente o trataram mal ou lhe fizeram um olhar estranho numa qualquer interação no dia a dia. Diz que não consegue parar de matar porque a sociedade não para de o antagonizar. Mas quer resolver o seu problema e tornar-se uma pessoa melhor. 

O ambiente, como se pode esperar, é claustrofóbico. Alan teme pela sua segurança, face ao seu paciente psicopata, e paira uma tensão no ar. Mas diferentes estados de espírito irão apoderar-se dos 10 episódios que compõem esta minissérie — a maioria dos capítulos tem menos de meia hora de duração.

“O Paciente Instável” centra-se muito nos dois protagonistas e explora as histórias de ambos. Mergulha nos impulsos de Sam e naquilo que o leva a ser um serial killer. Mostra como, no início, Sam não revelou a dimensão do seu problema e usou um nome falso quando ia ao consultório do psiquiatra. Mas também se foca bastante em Alan. 

A personagem de Steve Carell também está a sofrer com problemas pessoais. A sua mulher morreu há pouco tempo de cancro. E não tem uma boa relação com o filho — que, após ter sido criado numa família judia comum, virou-se para o lado mais ortodoxo e conservador da religião, o que provoca enormes choques com o pai (e com a mãe, quando ela ainda estava viva). Há uma série de flashbacks que levam momentaneamente os espectadores até à história de Alan, para longe daquela cave onde está refém de Sam.

Este é um projeto de Joel Fields e Joseph Weisberg, os argumentistas da aclamada “The Americans”. No geral, “O Paciente Instável” está a ser elogiada — embora vários críticos internacionais apontem que a estrutura de 10 episódios talvez não seja a melhor, e que acaba por ser demasiado repetitiva a certo ponto.

As interpretações de Domhnall Gleeson e Steve Carell (conhecido como ator de comédia, mas que tem apostado em papéis mais dramáticos nos últimos anos) também estão a ser bastante elogiadas. O elenco inclui ainda Laura Niemi, Andrew Leeds, Linda Emond, Amy Handelman, Alex Rich, Renata Friedman ou David Alan Grier, entre outros.

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