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O último capítulo de “La Casa de Papel” é o “mais emotivo de sempre”

A NiT participou numa conferência de imprensa virtual com os atores, que revelaram que no último dia das gravações toda a gente chorou.
Vá preparando os lenços.

Chegou a altura de nos despedirmos do grupo de ladrões de “La Casa de Papel”. A produção espanhola estreia o seu último capítulo — a parte dois da quinta temporada — esta sexta-feira, 3 de dezembro. A equipa liderada pelo Professor (Álvaro Morte) está finalmente dentro do Banco de Espanha, aquele que sempre foi o objetivo desde a primeira temporada. Já perderam alguns membros ao longo dos anos, como Nairobi e, mais recentemente, Tóquio. É garantido que a sua morte terá um grande impacto na despedida da série, com as outras personagens a tentarem lidar com aquela tragédia tão repentina.

Embora estejamos a chegar ao fim da história, há ainda muitas perguntas por responder. Segundo Álex Pina, o criador da série: “A última temporada trará novas facetas emocionais às personagens, fechando assim o ciclo de quem elas são. Dará também várias respostas que nos ajudarão a perceber a totalidade do universo ‘La Casa de Papel'”, revelou durante uma conferência de imprensa onde a NiT esteve presente.

Com uma série tão esperada, os limites para as gravações são bastante apertados, o que acaba por influenciar o produto final. O que nós veremos a 3 de dezembro — vamos ser sinceros, todos consumiremos a temporada num ápice — é uma versão mais reduzida daquilo que os autores pretendiam criar.

“O tempo que tínhamos não nos deixou elaborar muitas coisas que teríamos gostado. Houve algumas reviravoltas que tivemos de comprimir. Mas acaba por ser um fascículo bastante equilibrado. Foi o mais difícil de escrever, e quando acabámos estávamos exaustos. Fizemos isto em tempo recorde.”

O foco da nova temporada está mesmo em trocar a ação pela emoção, ainda assim, garantem que serão os episódios mais entusiasmantes que já vimos. “A morte da Tóquio representa o fim da vida destas personagens, que coexistiram com os fãs à volta do mundo. Este último capítulo presta uma homenagem a todos eles. A estrutura e os conteúdos são muito interessantes, e todos encontram espaço nesta última parte para mostrarem o seu coração e alma. Tenho a certeza de que os cardiologistas ficarão contentes em verem menos ação”, diz Esther Martínez Lobato, uma das guionistas. 

Se o núcleo da série muda, existem outros aspetos que estão iguais. Durante a conferência, os entrevistados evitaram revelar spoilers a todo o custo, mas descobrimos que, tal como já é tradição, o Professor vai fazer algo que influenciará toda a operação, tornando-a muito mais difícil do que aquilo que era suposto.

“Algo que gosto muito no Professor é quando ele mostra a sua humanidade. Quando ele mostra que é humano, porque às vezes pensamos que ele é um robot maravilhoso. Ele faz algo que não devia, mas tenta logo redimir-se, pensa imediatamente ‘como é que posso tornar esta situação melhor?’ Porque a verdade é que ele mete-se em embrulhada atrás de embrulhada”, explica Álvaro Morte. 

A emoção e as lágrimas não serão um fenómeno restrito aos fãs da série, visto que até os próprios atores acabaram as gravações a chorar. Pedro Alonso gravou a sua última cena sozinho, mas isso não impediu que a sua cara ficasse inchada com tantas lágrimas. “Gravei sozinho. Depois de cinco anos cheguei ao estúdio e não estava lá nenhum dos meus companheiros. Foi muito perturbador. De alguma forma vivi uma série paralela desde que a minha personagem morreu. Quando acordei no último dia pensei ‘vou só fazer o que tenho de fazer e vai correr bem’, e como todos os seres humanos tentei manter um afastamento emocional. Quando acabei de gravar, os guionistas deram-me uma carta que explicava o que estava a acontecer depois de toda a nossa história juntos, e só a consegui ler após seis ou sete minutos, porque comecei a chorar desalmadamente. Apercebi-me mais uma vez do impacto que a série teve em nós, tanto profissional como pessoalmente.”

O ator acrescenta que outra das partes emotivas tem a ver com o facto de que, provavelmente, nunca mais estarão todos na mesma sala. Por isso mesmo, Pedro Alonso aproveita a oportunidade para dizer que gostava que esta série seguisse o exemplo de “Friends”, com uma nova reunião de grupo daqui a alguns anos.

Os últimos dias das gravações foram realmente duros do ponto de vista emocional para toda a equipa. Ao final de contas, quase todo o elenco trabalhou junto durante aproximadamente quatro anos. “O meu último dia foi muito bonito. Tive muita sorte. Durante as gravações de uma série assim passamos por várias equipas diferentes. Curiosamente, terminei a série ao lado da mesma equipa técnica com que comecei. Também estava a gravar sozinho e, tal como o Pedro, também chorei como um miúdo”, recorda Álvaro Morte.

Por outro lado, o criador Álex Pina, mais frio e racional, acredita “que a série acabou quando tinha de acabar para não ser saturante, e as personagens deram tudo o que tinham para dar.”

O desfecho da épica história de “La Casa de Papel” chega à Netflix esta sexta-feira, dia 3 de dezembro. Mas já sabemos que Berlim terá um spin-off dedicado apenas à sua personagem.

Enquanto umas séries se despedem, outras ganham mais capítulos. Pode carregar na galeria para descobrir as maiores novidades deste mês de dezembro.

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