Televisão

“Os Piores Ex”. Série perturbadora da Netflix regressou com novos crimes reais

A nova temporada inclui o caso do “Deadpool Killer” e mais três histórias marcadas por violência e manipulação.

Há relações que acabam mal, mas poucas chegam ao ponto de virar casos de polícia. A Netflix estreou esta quarta-feira, 6 de maio, a segunda temporada de “Os Piores Ex”, a série documental de crime que explora histórias reais de ex-namorados envolvidos em manipulação, violência e crimes chocantes.

A nova temporada estreou com um total quatro episódios, todos com cerca de uma hora e já disponíveis na plataforma. Um dos maiores destaques chega logo no primeiro capítulo, dedicado ao caso de Wade Wilson, conhecido nos Estados Unidos como o “Deadpool Killer”.

O episódio chama-se “Dating the Deadpool Killer” e acompanha a história do homem condenado à pena de morte pelos homicídios de Kristine Melton e Diane Ruiz, em 2019, na Florida.

O caso ganhou enorme atenção mediática não só pela brutalidade dos crimes, mas também pelo facto de Wade Wilson partilhar o nome da personagem Deadpool, da Marvel. Segundo a série, era descrito como alguém extremamente carismático e manipulador, conseguindo facilmente conquistar a confiança das pessoas à sua volta.

Antes dos homicídios, Wade Wilson já tinha um historial de violência doméstica e agressões contra antigas companheiras. Em outubro de 2019, estrangulou Kristine Melton na própria casa, depois de a conhecer e ter passado a noite com ela. Horas mais tarde, roubou o carro de Kristine, atraiu Diane Ruiz para o veículo, espancou-a, estrangulou-a e atropelou-a várias vezes.

Mais tarde, acabou por confessar os crimes ao pai, que o convenceu a entregar-se às autoridades. Em agosto de 2024, foi condenado à pena de morte e encontra-se atualmente no corredor da morte nos Estado Unidos, no Estado da Florida.

O caso tornou-se ainda mais viral nas redes sociais devido às tatuagens faciais de Wade Wilson, incluindo uma suástica e um sorriso desenhado no rosto ao estilo Joker, e também ao fenómeno de hibristofilia, em que algumas pessoas desenvolvem fascínio romântico por criminosos violentos. Segundo o “The Guardian”, o homicida recebeu milhares de cartas de amor e até dinheiro enviado para a prisão.

A produção utiliza depoimentos das vítimas, imagens reais de bodycams da polícia, entrevistas e recriações animadas para reconstruir as histórias. Ao contrário de muitos documentários do género, “Os Piores Ex” foca-se sobretudo no lado psicológico das relações tóxicas e no impacto emocional deixado nas vítimas.

Além do episódio sobre Wade Wilson, a temporada inclui outros três casos diferentes. Um deles acompanha Geoffrey Paschel, antigo participante do reality show “90 Day Fiancé”, que acabou condenado por sequestro e violência doméstica.

A série é produzida pela Blumhouse Productions, o estúdio por trás de vários sucessos do terror e do true crime, em parceria com a ITV America. A realização desta segunda temporada ficou a cargo de Cynthia Childs.

A crítica internacional tem destacado o tom intenso da nova temporada. O site especializado de séries criminais “Heaven of Horror” escreve que os quatro episódios são “tão assustadores quanto fascinantes”, enquanto a “Variety” destaca o uso de “testemunhos fortes, imagens reais e recriações animadas” para contar as histórias.

Já o “Decider” elogia o lado visual da produção, mas considera que a série “por vezes explica demasiado aquilo que as imagens já conseguem transmitir”. Ainda assim, conclui que continua a ser “uma experiência envolvente para fãs de crime documental”. “Os Piores Ex” estreou originalmente em 2024 como um spin-off de “A Pior Companhia”, outro dos documentários de crime mais populares da Netflix nos últimos anos.

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