Televisão

“Paper Girls”, a nova série da Amazon com aroma a “Stranger Things”

Combina os anos 80, viagens no tempo e uma veia feminista — e chega à Amazon Prime esta sexta-feira, 29 de julho.

Anos 80, viagens no tempo e um grupo de protagonistas completamente feminino. Resumida numa só frase, poderia ser assim a apresentação da nova série da Amazon Prime, “Paper Girls”. Muitos dizem que é uma espécie de “Stranger Things” — e teriam razão, se só tivessem visto o trailer.

No entanto, há um pequeno pormenor que muda tudo. A série tem por base a banda-desenhada criada por Brian K. Vaughan e Cliff Chiang que, curiosamente, foi lançada em 2015, precisamente um ano antes da estreia da série da Netflix criada pelos irmãos Duffer.

Tanto no papel como no ecrã, a grande protagonista é Erin Tieng (Riley Lai Nelet), uma jovem distribuidora de jornais nos idos anos 80. Todos os dias, parte na sua bicicleta para fazer a ronda, ao lado de uma equipa apenas de raparigas: Tiffany (Camryn Jones), KJ (Fina Strazza) e Mac (Sofia Rosinky).

Numa noite de Halloween, algo surpreende o grupo e acabam por perceber que é possível viajar no tempo. Mas com essa possibilidade em aberto, surgem inúmeros problemas. E se os anos 80, com os seus walkmans e penteados estranhos, fazem parte do arranque, rapidamente ficam para trás, à medida que a faceta de ficção científica da série da Amazon Prime desponta.

A série, adaptada e comandada por Stephany Folson — argumentista de “Toy Story 4” e de alguns dos episódios do novo “O Senhor dos Anéis” —, tem oito episódios e chegou à plataforma a 29 de julho. Apesar das comparações imediatas a “Stranger Things”, as protagonistas preferem destacar outros fatores.

“É uma honra que nos associem a séries como essas, mas o que a nossa está a tentar fazer é a contar uma história que ainda não foi contada, que tem o seu tom único”, explica Fina Strazza, de 15 anos.

Já Jones prefere destacar a faceta feminista de “Paper Girls”. “Todos os nossos realizadores eram mulheres e isso é extremamente inspirador, porque também grande parte da equipa era feminina. Foi muito fixe perceber que temos uma força tão presente.”

Outro dos nomes fortes por trás desta adaptação é, claro, o do autor dos comics, Brian K. Vaughan, conhecido pela criação de “Y: The Last Man”, que também teve direito a uma adaptação televisiva. Por falar em adaptações, tem na sua lista outra série, “Runaways”, da Marvel. Vaughan foi também argumentista de “Perdidos”.

Esta viagem até aos anos 80 traz também outro condão, explica Strazza. “Falamos do sexismo, do racismo, da homofobia e de como a muitas pessoas não lhes era permitido fazerem parte de um grupo”, disse. “Esperamos que seja esclarecedor para muitos que estão familiarizados com a década de 80, porque há quem tente romantizá-la.”

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT