Televisão

Prepare as pipocas: “Top Gun: Maverick” já tem data de estreia no streaming

Foi um sucesso nos cinemas e está a chegar à televisão. Corre o risco de se tornar um dos filmes mais vistos em família neste Natal.
Tom Cruise é o protagonista.

Quando “Top Gun – Ases Indomáveis” estreou nos cinemas em 1986, tornou-se um enorme sucesso comercial. Tom Cruise estava a iniciar um pico de forma — e popularidade — e era um filme com uma narrativa simples, que cruzava paixão, rivalidade e sequências de ação bastante trabalhadas.

Nestes últimos 35 anos o mundo mudou e a indústria de Hollywood também passou por transformações profundas. A grande tendência tornou-se a aposta em produções mais previsíveis em termos de bilheteira, sem os riscos de outrora. Ou seja, remakes, reboots, spinoffs ou sequelas de filmes que, no seu tempo, foram icónicos ou populares — e muito lucrativos.

Uma das produções que podem ser enquadradas neste fenómeno contemporâneo é o novo “Top Gun: Maverick”, que estava pronto em 2020 mas que levou os produtores — nomeadamente Tom Cruise — a adiarem a estreia até a pandemia estar suficientemente controlada para que o público fosse em massa vê-lo nos cinemas. Esse dia chegou a 26 de maio, quando o filme estreou nas salas portuguesas.

Passados tantos anos, a história continua a bater recordes. No fim de semana de lançamento já tinha tornado a segunda maior estreia de sempre da Paramount. Um pouco por todo o mundo o novo filme liderou as tabelas dos mais vistos, mas se não teve oportunidade de o ver no cinema, não há problema. Já não falta muito para poder vê-lo no conforto do sofá da sua casa.

“Top Gun: Maverick” vai chegar ao catálogo da SkyShowtime já no próximo mês de dezembro, no dia 22. Volvidos mais de 30 anos sobre os acontecimentos do primeiro filme, nem tudo mudou. O protagonista Maverick mantém-se como um piloto de referência, irreverente e algo louco, que trabalha num programa militar com aviões. Ao longo da carreira, foi amplamente distinguido e medalhado, mas os poucos cuidados nalgumas operações — e a habitual pouca reverência pelas ordens superiores — fizeram com que estivesse perto de ser expulso das forças armadas. Pelos vistos, o seu anjo da guarda foi sempre Iceman (Val Kilmer), o rival da história original.

O filme tem sido descrito como não tendo efeitos produzidos em computador — ou seja, foram pilotados caças reais durante inúmeras horas de filmagens. O resultado é eficaz: as muitas sequências de aviões em acrobacias aéreas são impressionantes. O realizador Joseph Kosinski usou o melhor da tecnologia atual para potenciar o novo “Top Gun”.

Sem revelarmos spoilers, o filme aposta em vários elementos nostálgicos e presta tributo a detalhes do original que se tornaram icónicos — seja na banda sonora, nas cenas consideradas homoeróticas por muitos fãs, ou na sentida homenagem que faz a Val Kilmer, ator que fazia de Iceman, e que sofre de cancro na garganta, o que o impede de falar e, essencialmente, de trabalhar.

O guião competente e coeso de “Top Gun: Maverick” faz a ponte entre este legado e a nova história. Os momentos de humor são possivelmente alguns dos melhores do filme — mas não espere ficar assim tão surpreendido. Este é um filme fechado em si mesmo, que não aborda temáticas maiores, e a própria missão que junta Maverick aos novos pilotos é completamente unidimensional.

Apesar de ter quase 60 anos, Tom Cruise mantém-se como sex symbol — embora dando lugar à juventude e assumindo uma relação (felizmente) mais madura com o seu mais recente interesse amoroso. O novo “Top Gun” merece uma oportunidade de todos os fãs do original, mas temos dúvidas de que consiga satisfazer um público que não tenha essas referências e que esteja simplesmente à procura de um novo — e bom — filme.

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