Olhando para trás, Augusto de Fraga revela-se feliz com o sucesso do seu “Rabo de Peixe”, embora admita que nem tudo correu bem. “Cometemos um erro”, confessa. “Matámos demasiada gente e ficámos sem antagonistas”, brinca. Para resolver isso, o criador da produção para a Netflix trouxe novos vilões ainda mais intensos nesta segunda temporada, que estreia sexta-feira, 17 de outubro.
Os próximos seis episódios passam-se três meses depois dos eventos da temporada anterior. Depois de deixar os Açores, Eduardo regressa a Rabo de Peixe e depara-se com um cenário bem diferente: o tráfico de droga mudou de mãos, as relações no grupo de amigos estão sob pressão e surgem novos inimigos.
José Condessa, Helena Caldeira, Rodrigo Tomás e André Leitão mantêm-se nos papéis principais, mas juntam-se agora ao elenco Paolla Oliveira, Caio Blat e José Raposo. “Paolla e Caio estão acima dos italianos. Eles venderam a droga aos italianos. São pessoas do outro lado do mundo, da América do Sul, que ficaram sem dinheiro e vieram para Rabo de Peixe recuperá-lo”, explica.
Fraga admite um “imenso orgulho” em ter conseguido garantir a produção de uma segunda temporada, algo que poucas séries conseguem alcançar. O sucesso da série portuguesa junto do público e a entrada no top 10 mundial garantiram-lhe essa continuidade — e até mais do que isso. A terceira temporada já está escrita, gravada e pronta a estrear.
Como não estava previsto haver continuação, o processo criativo para esta nova fase partiu do zero. Fraga reuniu os argumentistas numa sala e começaram a construir o novo enredo a partir das ideias que tinham acumulado.
O grande desafio foi manter a essência da série, centrada na amizade, nas ambições, na combinação de humor e drama, ao mesmo tempo que tentavam surpreender o público e evitar repetições. O objetivo foi claro: tudo teria de ser maior. “Acho que o público vai ficar muito surpreendido. Tem tudo o que a primeira tinha, mas de uma forma mais profunda.” Há mais tensão, obstáculos maiores e, por isso, também maiores recompensas.
Entre todas as personagens, o criador destaca duas: Eduardo, interpretado por José Condessa, e Sílvia, papel de Helena Caldeira. Ele volta dos EUA “de mão a abanar” e sem nada. Ela, que terminou a temporada anterior na ruína, está agora à frente de um império deixado por Arruda.
Para esta nova fase, Augusto de Fraga quis elevar o nível técnico e narrativo. Usou o intervalo entre temporadas para rever o que poderia ter corrido melhor e ajustar tudo ao mais alto nível. Um dos focos foi o som.
“Houve um esforço grande para ajustar todo o work flow do som, desde a captação à mistura. O encontro entre música e diálogos foi repensado de forma a que o espectador esteja confortável a ouvir as personagens e envolvido emocionalmente com a banda sonora.”
“Toda a evolução da produção nota-se logo nos primeiros minutos. Estamos a competir com um mercado mundial e não podia haver defeitos”, remata.
Recorde neste artigo da NiT a história verídica surreal que está na origem da série.
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