Televisão

“Rebel”: chegou a Portugal a nova série sobre Erin Brockovich

Contudo, já foi cancelada nos EUA pela estação de televisão americana ABC. É uma criação da produtora de “Anatomia de Grey”.
Katey Sagal é a protagonista.

21 anos depois de a vida de Erin Brockovich ter chegado ao cinema no filme de Steven Soderbergh protagonizado por Julia Roberts, estreia uma série baseada na vida da mesma ativista ambiental, nos anos que se seguiram.

“Rebel” chega a Portugal esta sexta-feira, 28 de maio — o primeiro episódio (de um total de 10) já está disponível na plataforma de streaming da Disney+. Katey Sagal (conhecida por ter participado em “Married… with Children” ou “Sons of Anarchy”) interpreta a carismática Erin Brockovich.

A série foi criada por Krista Vernoff, atual showrunner e produtora de “Anatomia de Grey” — além de argumentista de “Shameless” — mas estreia em Portugal já sem grande brilho. Isto porque a estação de televisão americana ABC cancelou “Rebel” em abril, avisando que não iria haver uma segunda temporada, quando só tinham sido transmitidos quatro episódios na televisão americana — e faltavam mostrar cinco.

Vários espectadores que se tinham tornado fãs da série reagiram negativamente, criticando a ABC. Até foi lançada uma petição online que pedia que a decisão fosse revogada para que pudesse haver uma segunda temporada. Até à data de publicação deste artigo, teve mais de 57 mil assinaturas.

A própria Katey Sagal reagiu à decisão numa publicação no Instagram. Apesar de se sentir “comovida” pelo apoio dos fãs, mostrou-se “chocada e de coração partido” com a decisão do cancelamento rápido da série.

“As coisas demoram tempo a arrancar. ‘Rebel’ conta a história de uma mulher que fala por aquilo que é certo, a série tem coração e um propósito, gargalhadas e lágrimas, e nós, o elenco, estamos todos a coçar a cabeça enquanto pensamos nesta falta de apoio da ABC”, escreveu a atriz de 67 anos, que também partilhou a petição.

A decisão foi justificada, como é habitual, pelas audiências. “Rebel” teve 3,6 milhões de espectadores na noite de estreia nos EUA e nos episódios seguintes desceu para uma média de 2,5 milhões. “Infelizmente, não conquistou a audiência que nós precisávamos que conquistasse, por isso tivemos de tomar esta decisão”, disse à “Deadline” o responsável pela área de entretenimento da ABC, Craig Erwich.

“Rebel” acompanha o dia a dia de Erin Brockovich numa fase mais avançada da sua vida — comparada com o filme. É uma ativista que lida com casos judiciais apesar de não ter um curso de direito, e é conhecida por ter uma personalidade frontal e divertida, de ser alguém que nunca desiste e que luta por aquilo em que acredita.

A própria Erin Brockovich foi produtora da série. “Têm-me dito muitas vezes para ter cuidado com o que digo, mas é paixão”, disse a ativista num painel da ABC, citada pela “IndieWire”. “Porque é que tens de responder de uma certa forma se algumas das coisas com que estás a lidar estão cheias de paixão, angústia, medo e mentiras? Nem sempre a minha resposta é calma.”

Krista Vernoff, que também estava no painel, reagiu ao comentário rapidamente. “Se a Erin se censurasse mais vezes, teríamos uma série muito menos entusiasmante e dramática”, brincou a showrunner.

Nesta narrativa, John Corbett interpreta Grady, o marido de Erin. “Se não fores trabalhar, quem é que vai salvar o mundo?”, pergunta no trailer. Já Andy Garcia tem o papel do seu parceiro Cruz, com quem trabalha os casos.

O elenco inclui ainda nomes como Abigail Spencer, Adam Arkin, Lex Scott Davis, Kevin Zegers, Jalen Thomas Brooks e Tamala Jones, entre outros.

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