Depois de conquistar os cinemas, “Saltitões” chegou finalmente ao streaming. O novo filme original da Disney e Pixar estreou esta quarta-feira, 3 de junho, no Disney+. A produção traz uma das premissas mais invulgares que o estúdio criou nos últimos anos: uma jovem ativista que transfere a própria consciência para o corpo de um castor robótico para salvar uma floresta.
Lançado originalmente em março deste ano, o filme tornou-se um dos maiores sucessos recentes da Pixar. Com um orçamento estimado em 129 milhões de euros, arrecadou cerca de 333 milhões de euros em todo o mundo. em todo o mundo, confirmando que o estúdio continua capaz de criar novos universos longe das sequelas de “Toy Story”, “Divertida-Mente” ou “À Procura de Nemo”.
A história acompanha Mabel Tanaka, uma jovem de 19 anos apaixonada por animais e defensora do ambiente. Quando descobre que um presidente de câmara ambicioso pretende destruir a clareira onde cresceu para construir uma nova estrada, vê surgir uma oportunidade inesperada. Uma professora universitária desenvolveu uma tecnologia experimental capaz de transferir a consciência humana para animais robóticos extremamente realistas. Mabel decide tornar-se um castor para se infiltrar na floresta e tentar convencer os restantes animais a salvarem o seu habitat.
O plano parece simples, mas rapidamente se transforma numa grande confusão. Entre castores pacifistas, insetos com ambições políticas, tubarões transportados por aves e um ecossistema inteiro à beira da guerra, Mabel descobre que comunicar com os animais é muito mais complicado do que imaginava.
Na versão original, Piper Curda dá voz à protagonista, enquanto Jon Hamm interpreta o vilão Mayor Jerry. Bobby Moynihan assume o papel do Rei George, líder dos castores. O elenco inclui ainda participações de luxo de Meryl Streep como Rainha dos Insetos, e Dave Franco, como o Príncipe Titus.
No Rotten Tomatoes, “Saltitões” soma atualmente 94 por cento de aprovação entre os críticos e 93 por cento entre o público, tornando-se um dos filmes de animação mais bem avaliados do ano.
Entre as críticas mais elogiosas está a do “The Guardian. O jornal britânico descreve-o como uma animação “espirituosa e divertida”, elogiando a forma como mistura preocupações ambientais com referências a filmes como “Avatar”, “O Rei Leão” e “Dr. Dolittle”. A publicação destaca ainda o “humor rápido e a energia constante da narrativa”, considerando-o um entretenimento familiar particularmente eficaz.
Já a crítica da “Variety” é um pouco mais moderada. Embora considere o filme uma das melhores produções recentes da Pixar, a publicação refere que a “premissa é tão absurda e caótica que poderá não agradar a todos os espectadores”. Ainda assim, elogia a criatividade da história e descreve-a como uma espécie de “Bambi sob efeito de estimulantes”, graças às constantes reviravoltas e situações inesperadas.
Um dos aspetos mais curiosos da produção está na sua origem. O realizador Daniel Chong ficou conhecido por criar a série de animação “Ursos sem Curso” (“We Bare Bears”), um fenómeno do Cartoon Network. “Saltitões” marca a sua estreia como realizador de uma longa-metragem da Pixar.
Por sua vez, a banda sonora guarda uma surpresa para os fãs da música pop. O tema final, “Save the Day”, foi escrito e interpretado por SZA, uma das artistas mais populares da atualidade. A composição musical do filme ficou a cargo de Mark Mothersbaugh, conhecido pelo trabalho em produções como “Thor: Ragnarok” e “Os Tenenbaums”.
Outra curiosidade é a quantidade de referências escondidas a clássicos da animação e da ficção científica. Ao longo do filme surgem piscadelas de olho a “Avatar”, “A Origem”, “O Rei Leão” e até ao universo de “Dr. Dolittle”, sempre com uma abordagem cómica e autoconsciente.
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