Televisão

“Dinner With The Parents” é a série para todos os que adoram famílias disfuncionais

A nova obra inspira-se na clássica sitcom britânica "Friday Night Dinner". Estreia esta quinta-feira.
As estranhas dinâmicas familiares estão de volta.

Desde “Family Guy” e “Os Simpsons” a “Succession” e “Shameless”, as famílias disfuncionais têm sido um dos vários potes de ouro de Hollywood nas últimas décadas. Com algumas exceções, muitos dos episódios deste género acabam com momentos ternurentos entre os membros. É este o grande espírito de “Dinner With The Parents”, cujos primeiros quatro episódios estrearam esta quarta-feira, 17 de abril, na Prime Video.

As produções mencionadas no arranque decorrem em Quahog, Springfield, Nova Iorque e Chicago, respetivamente. Quanto à nova série, ninguém sabe — nem mesmo o criador, mas tem algumas teorias. “Na minha mente, eles vivem em Squirrel Hill [na Pensilvânia]”, diz Jon Beckerman ao “Trib Live”. “Para mim, os Langers estão lá há décadas.”

Cada um dos dez capítulos começa com um encontro familiar onde, à medida que os minutos passam, os ânimos ficam cada vez mais exaltados. Jane (Michaela Watkins) e Harvey (Dan Bakkedahl), os pais, voltam a abrir as portas da sua casa a David (Henry Hall), o filho mais velho. Junta-se a Greg (Daniel Thrasher), o irmão mais novo que ainda vive com os progenitores. A família fica completa com Nana (Carol Kane), a avô materna.

Quem também aparece muitas vezes para destabilizar a dinâmica é Donnie (Jon Glaser), o vizinho, e Jack Lambert, o seu cão — cujo nome é uma homenagem a um jogador da equipa de futebol americano Steelers.

A obra é inspirada em “Friday Night Dinner”, uma sitcom britânica que teve seis temporadas lançadas entre 2011 e 2020. “Essa série mostrou perfeitamente que não importa o que alcançámos na nossa vida: quando entramos na casa dos nossos pais, viajamos no tempo para quando tínhamos 14 anos”, explica. “É quase como uma panela de pressão emocional. Essa mesma pressão é a maior fonte de comédia que nós temos.”

Beckerman não se inspirou apenas no fenómeno britânico. Como também ele é um irmão mais velho, baseou-se ligeiramente na sua própria vida com Jamie, que é atualmente cardiologista em Portland, nos EUA. “Quando nos juntamos é como se voltássemos a 1984. Sou muito parecido ao David e o Jamie é igual ao Greg.”

Quando andava a apresentar a série aos estúdios, levava consigo uma fotografia com o irmão. Eram os dois miúdos e estavam vestidos com a roupa da mãe, algo que faziam frequentemente. “Ela ficava furiosa, mas acho que esta é uma dinâmica familiar com a qual os espectadores se conseguem identificar.”

Os nomes das personagens da obra também são inspirados nos membros da sua família, mas as homenagens ao seu clã não se ficam por aqui. “Quando eu era miúdo, a minha avó materna vivia connosco e entrava em muitas das nossas brincadeiras, mas também não tinha medo de ralhar e de nos pôr na linha”, brinca o cineasta.

Qualquer pessoas que tenha irmãos vai conseguir identificar-se com a espécie de rivalidade que existe entre Greg e David. O criador acredita que aquela dinâmica é muito normal, especialmente quando se trata de dois rapazes. “Passávamos o dia a implicar um com o outro. Fazia a vida do meu irmão num inferno. Tentei ir buscar esta relação e incluí-la na série.”

Jon Beckerman, de 55 anos, já tem muitos planos para uma segunda temporada, caso esta seja pedida pela Prime Video. Um deles pretende mudar completamente as relações entre as personagens. “Em vez de ser o David contra o Greg, vai ser o David e o Greg contra os pais”, revela.

Os primeiros dez episódios foram realizador por Sam Leifer. Este é o seu primeiro grande projeto. No passado trabalhou em obras mais pequenas, como o filme televisivo “Plebs: Soldiers of Rome” e a curta-metragem “The Honeymoon Suite”.

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