Televisão

“Utopia”: a série sobre uma pandemia que abalou o mundo (criada por uma conspiração)

É uma criação de Gillian Flynn, a autora de “Em Parte Incerta”, “Viúvas” e “Sharp Objects”.
John Cusack é um dos protagonistas.

“Utopia” é o título da nova série da Amazon Prime Video, que estreia na plataforma de streaming esta sexta-feira, 25 de setembro, e cuja narrativa tem como pano de fundo uma pandemia letal que abala o mundo (que tem origem numa grande conspiração). Tem oito episódios.

Trata-se de um thriller que acompanha um grupo de nerds obcecados com um misterioso livro de banda desenhada, que supostamente esconde pistas sobre o futuro distópico da humanidade. Tem um tom apocalítico, mas também satírico e com muita violência envolvida.

Este é um remake de uma pequena série britânica que estreou em 2013. Esta versão foi criada por Gillian Flynn, a autora dos filmes “Em Parte Incerta” e “Viúvas” e da série “Sharp Objects”, entre outros projetos. “Utopia” tanto é o nome da série como da banda desenhada que está no centro da história.

Nesta narrativa, o manuscrito da esperada sequela de “Dystopia” — que é “Utopia” — é encontrado de forma inexplicável na casa de um homem morto. Esta é uma saga de BD de culto sobre uma rapariga chamada Jessica Hyde, que foi raptada, em conjunto com o seu pai cientista, pelo maléfico Mr. Rabbit.

O vilão obriga o seu pai a criar novos vírus que sejam aterrorizadores para a humanidade. Jessica acaba por conseguir escapar, mas o pai continua preso e obrigado a cumprir um plano maquiavélico. Jessica Hyde tenta encontrar o pai para o salvar, mas tem atrás de si os capangas de Mr. Rabbit.

Num fórum online, alguns fãs dedicados desta BD têm especulado sobre se “Dystopia” não é apenas uma história fictícia — e questionam-se se a narrativa que conta não será realmente verdade. Afinal, eles estão convencidos de que o livro previu o aparecimento da ébola e de outros vírus potencialmente fatais.

Entre estes fãs encontram-se Wilson, uma personagem neurótica que tem um bunker lotado de comida enlatada debaixo do seu quintal; Samantha, uma ativista ambiental que imagina que “Utopia” pode ser a sua chance de salvar o mundo; Becky, uma jovem mulher que sofre de ataques que a debilitam e que está desesperada por uma cura; Ian, um administrativo tímido que está mais interessado em Becky do que no livro em si; e Grant, que finge ser um adulto com dinheiro.

Estes protagonistas conhecem-se pela primeira vez na vida real na FringeCon, uma convenção de banda desenhada em Chicago, onde o manuscrito de “Utopia” vai ser vendido em leilão. É nesse evento que se vão deparar com o vilão excêntrico Arby, e também com uma jovem mulher que alega ser a verdadeira Jessica Hyde.

Todos vão fazer tudo ao seu alcance para ficarem com o livro e isso vai fazer com que haja cenas brutais de violência e tortura — algo a que os criadores desta série não quiseram de todo poupar o público.

No lado da história mais próximo da pandemia, o enredo acompanha o virologista frustrado Michael Sterns, furioso com a universidade que deixou de financiar a sua pesquisa; e o arrogante magnata da biotecnologia Kevin Christie.

Gillian Flynn está a trabalhar nesta adaptação desde a estreia da série original no Reino Unido. Foi uma mera coincidência que tenha estreado no ano em que o mundo da vida real é abalado por uma pandemia.

Contudo, alguma da imprensa especializada americana, como a revista “Time”, questiona sobre a pertinência da estreia acontecer agora, tendo em conta que se trata de uma história que poderá alimentar teorias da conspiração e não contribuir em nada para a clareza em torno do que se está a passar realmente no mundo, num período sensível e delicado.

O elenco de “Utopia” inclui John Cusack, Ashleigh LaThrop, Dan Byrd, Desmin Borges, Sasha Lane, Christopher Denham, Farrah Mackenzie, Javon ‘Wanna’ Walton, Rainn Wilson, Jessica Rothe, Sonja Sohn e Jeanine Serralles, entre outros.

Carregue na galeria para conhecer outras das principais novidades da televisão (e do streaming) para este mês de setembro.

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