Televisão

“Willow”: o mundo de fantasia está de volta com uma série da Disney+

É a sequela do filme dos anos 80. A história baseia-se numa ideia de George Lucas, o criador de “Star Wars”.
Tem 8 episódios.

34 anos após a estreia de “Willow – Na Terra da Magia” nos cinemas, este universo de fantasia está de volta com uma série. “Willow” é agora uma produção televisiva de oito episódios — a estreia está marcada para esta quarta-feira, 30 de novembro, na plataforma de streaming Disney+.

A ideia de “Willow” é da mente de George Lucas, o criador de “Star Wars”. Lucas desenvolveu este mundo no início dos anos 70, mesmo antes de a história de a galáxia muito, muito distante chegar aos cinemas. Contudo, só se concretizou em 1988, com Ron Howard enquanto realizador. O filme foi elogiado pelos seus efeitos especiais da altura, e foi um relativo sucesso de bilheteira, embora não tendo a dimensão de um enorme blockbuster.

A narrativa é protagonizada por Willow (Warwick Davis), uma espécie de hobbit que é um aspirante a feiticeiro e acaba por se tornar num herói. O enredo arranca com a terrível rainha Bavmorda a ordenar a morte de uma bebé recém-nascida — quer, a todo o custo, impedir que uma profecia se concretize. A profecia diz que uma criança nascida com uma marca especial de uma runa vai levar à sua queda.

Uma das empregadas do reino, de forma corajosa, consegue salvar a rapariga — que se chama Elora Danan. Acaba por chegar a um rio e deixa a pequena bebé seguir com a corrente, salvando-a dos cães assassinos enviados pela rainha — que não poupam a empregada. Elora Danan vai parar à comunidade de Willow, que a acolhe, embora queiram entregá-la a uma família de seres altos (ou seja, humanos comuns).

Pelo meio, Willow conhece o mercenário Madmartigan (Val Kilmer), que o vai ajudar nesta jornada de aventuras e fantasia, com vários avanços e recuos, contra a poderosa e maléfica rainha. 

Um dos miúdos que vibraram na altura com esta história foi Jonathan Kasdan. O filho de Lawrence Kasdan — argumentista de vários filmes de “Star Wars” e de “Os Salteadores da Arca Perdida”, entre outros — tinha apenas oito anos. E desde aí que ansiou por uma sequela de “Willow”. Nunca imaginaria que seria ele próprio a concretizá-la — enquanto showrunner e guionista.

Em 2012, a Disney comprou a Lucasfilm. “O meu pai ficou envolvido desde muito cedo. E as minhas fantasias sobre o que a empresa se poderia tornar imediatamente viraram-se para: ‘Ótimo, podemos fazer mais de Willow’”, explicou Jonathan Kasdan ao “Den of Geek”.

Quando Jonathan Kasdan — também ele um argumentista de renome, seguindo as pisadas do pai — começou a trabalhar em “Star Wars: O Despertar da Força” e “Han Solo: Uma História de Star Wars”, a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, deixou escapar que George Lucas também gostava da ideia de fazer voltar o universo mágico de “Willow”. “Ela nunca me deveria ter dito isso porque nunca mais larguei o assunto.”

Kasdan conheceu Ron Howard e Warwick Davis precisamente em “Han Solo: Uma História de Star Wars” e rapidamente os alistou para planearem o regresso de “Willow”. “De repente ela estava a deparar-se com três pessoas a conspirar para termos mais ‘Willow’.” E o projeto seguiu mesmo em frente.

Val Kilmer, que sofre de cancro na garganta, nunca poderia voltar à saga. Mas Warwick Davis volta a ser a personagem principal de Willow — agora, como sempre desejou, é um feiticeiro poderoso, uma figura mais madura. A dado ponto, o protagonista é chamado por Kit (Ruby Cruz), a filha de Madmartigan e Sorsha, para encontrar o seu irmão gémeo. Nesta jornada vão também tentar encontrar Elora Danan, a bebé do filme, para que possa finalmente concretizar o seu destino e cumprir a profecia.

No elenco estão ainda nomes como Joanne Whalley, Erin Kellyman, Ellie Bamber, Rosabell Laurenti Sellers, Tony Revolori, Amar Chadha-Patel, Dempsey Bryk ou Talisa Garcia, entre outros. Se a série de “Willow” correr bem, Jonathan Kasdan já tem planos para mais temporadas. 

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