Televisão

“World’s Most Wanted” é a nova série documental de crime da Netflix

Conta histórias reais dos fugitivos mais procurados do mundo — todos de contextos bastante diferentes.
Tem cinco episódios.

Depois do sucesso de “Unsolved Mysteries” e “Cidade do Medo”, entre outras, a Netflix continua a apostar em séries documentais de crime. A mais recente produção dentro deste género é “World’s Most Wanted”. Tem cinco episódios e chegou à plataforma de streaming na quarta-feira, 5 de agosto.

Como o título sugere, esta série conta as histórias reais de cinco dos fugitivos mais procurados do planeta — são pessoas que, apesar das investigações internacionais e das recompensas milionárias, nunca foram capturadas pelas autoridades.

São procurados por liderarem organizações criminosas poderosas, por terem cometido atos terroristas ou terem sido responsáveis por dezenas de homicídios. Conheça os cinco casos retratados nesta primeira temporada de “World’s Most Wanted”.

Ismael Zambada

Ismael “El Mayo” Zambada é o atual líder do famoso cartel de Sinaloa, o mais poderoso e violento dos cartéis de droga do México. Zambada assumiu a liderança da organização criminosa desde que El Chapo foi preso em 2016. 

Antes de ser o líder, El Mayo era o coordenador logístico responsável pelo tráfico de cocaína e heroína que ia do México para dezenas de cidades americanas. Os cartéis mexicanos funcionam sobretudo como intermediários entre os fornecedores e os consumidores — pelo meio há muitas vidas que se perdem e enormes ações de violência para garantir que a (imensamente lucrativa) operação continua estável.

Félicien Kabuga

Curiosamente, e após ter estado fugido durante 26 anos, Félicien Kabuga foi capturado em maio deste ano — quando a série já tinha sido produzida. Com 85 anos, este é o criminoso mais velho da lista de “World’s Most Wanted”.

É acusado de ter participado de forma ativa no genocídio do Ruanda nos anos 90, quando milhares e milhares de pessoas de várias etnias locais (os tutsi, twa e hutus moderados) foram mortas — estima-se que haja entre 500 mil a um milhão de vítimas resultante desse genocídio. 

Kabuga foi preso em Paris, em França, e foi acusado de conspiração para cometer genocídio, cumplicidade em crime de genocídio, incentivo ao genocídio e exterminação, enquanto um crime contra a humanidade. O criminoso era procurado há vário anos e terá conseguido escapar à justiça ao usar nomes falsos e uma rede de amigos poderosos na Europa.

Samantha Lewthwaite

Conhecida como a “Viúva Branca”, Samantha Lewthwaite é uma mulher da Irlanda do Norte que é viúva de Germaine Lindsey, um dos bombistas responsáveis pelos atentados de 7 de julho de 2005 no metro de Londres, a capital do Reino Unido.

Além de ter estado envolvida nesse incidente, Lewthwaite, uma fundamentalista islâmica, é considerada uma associada de Mohammad Sidique Khan, que terá coordenado esses ataques. Desde 2005 que terá também participado em ataques terroristas no Quénia e é acusada de posse de explosivos e conspiração para cometer um crime. 

Estima-se que os seus atos tenham contribuído para a morte de 400 pessoas em diversos atentados. A “Viúva Branca”, suspeitam as autoridades, é próxima do grupo radical Al-Shabaab, que está sediado na Somália.

Semion Mogilevich

Nasceu na atual Ucrânia, quando o território ainda fazia parte da União Soviético, e é descrito como o líder máximo da máfia russa. Foi acusado pelo FBI de todo o tipo de crimes, desde extorsão a tráfico de drogas e armas, além de ter ordenado vários homicídios.

Um antigo agente dos serviços secretos russos, Alexander Litvinenko, que foi assassinado pouco tempo depois de ter falado, alegou que Mogilevich tinha ligações antigas com o governante Vladimir Putin.

Matteo Messina Denaro

É o mafioso mais procurado do mundo. Matteo Messina Denaro foi — ou é — um dos elementos mais altos na hierarquia da máfia siciliana Cosa Nostra. Desde o início dos anos 2000 que foi considerado várias vezes como o capo di tutti cappi, que é como quem diz: o chefe de todos os chefes da máfia.

Denaro é um fugitivo desde 1993, quando teve uma participação fulcral numa série de ataques contra o estado italiano. Estará ligado pelo menos a 50 homicídios.

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