O que comemos não interfere apenas no peso ou no nível de energia. Pode ter impacto direto no raciocínio, na concentração e na memória. Quando a alimentação é equilibrada, o corpo funciona de forma mais estável, algo que também se reflete nas capacidades mentais.
Segundo a nutricionista Lillian Barros, “os nutrientes que consumimos são literalmente o combustível e o material de construção do nosso cérebro”. E acrescenta: “melhoram a comunicação entre neurónios, protegem o tecido cerebral e facilitam a capacidade de reter e recordar informação”.
É, por isso, importante apostar numa alimentação equilibrada, sem ser apenas por questões estéticas ou para reduzir o número na balança. Com refeições equilibradas “reduzimos a inflamação, mantemos níveis de energia mais constantes e criamos as condições ideais para o cérebro funcionar ao seu melhor — da concentração à memória”.
E há alimentos que podem ajudar-nos nesta missão (e outros que devem ser evitados). Por exemplo, é essencial evitar grandes oscilações de energia, já que “o cérebro precisa de uma entrada de energia estável, não só necessariamente açúcar.” Esta estabilidade pode ser garantida com alimentos ricos em fibra, proteínas e gorduras de boa qualidade, como ovos, iogurte natural, queijo fresco, frutos secos e sementes.
Entre os alimentos mais benéficos encontram-se os peixes gordos (como salmão, sardinha, atum ou cavala), que se destacam pela presença de ómega-3. A nutricionista afirma que estas gorduras saudáveis são essenciais ao cérebro. São particularmente importantes para melhorar a memória, a concentração e a capacidade de aprendizagem, já que ajudam a manter a fluidez das membranas celulares e a comunicação entre os neurónios. A nutricionista recomenda consumi-los “duas vezes por semana ou através de suplementação”.
Já as sementes de chia e de linhaça funcionam como alternativa vegetal, fornecendo fibra e ajudando a “estabilizar os picos de glicemia”. A vitamina B, presente em vegetais verde-escuros, ovos, aveia e leguminosas, contribui para a energia mental, enquanto a vitamina C ajuda a “retardar o envelhecimento do cérebro”. Frutos vermelhos, kiwi e laranja são exemplos apontados pela sua ação antioxidante que combate o envelhecimento do cérebro e reduz o cansaço cerebral.
Alguns alimentos conhecidos pelo efeito estimulante também podem ser benéficos, mas com limites. A nutricionista esclarece que “o chocolate negro pode, de facto, ajudar a memória graças aos flavonoides do cacau”, e que “o café também pode ajudar”, não por aumentar a memória, mas por melhorar “temporariamente o estado de alerta, o foco e o tempo de reação”. No entanto, reforça que “a chave está na dose”.
Além da alimentação, há outros cuidados indispensáveis. Para Lillian Barros, a hidratação, “muita água”, o sono de qualidade e evitar o álcool são essenciais, já que “álcool é péssimo”.
Carregue na galeria para conhecer o top 9 de alimentos que podem ajudar a memória e o foco.

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