Alimentação Saudável

A proteína não é só uma moda — faz mesmo falta ao organismo

Os alimentos enriquecidos com este nutriente invadiram os supermercados, mas o consumo não é benéfico apenas para desportistas.
A proteína ajuda na prevenção de doenças.

Numa ida ao supermercado é possível ver, em praticamente todos os corredores, produtos alimentares enriquecidos em proteína — iogurtes, quark, leite achocolatado, pão, aveia, cereais de pequeno-almoço, barras, massas, gelados e até mortadela. O seu consumo teve um boom há alguns anos com o aumento da procura por parte de atletas e desportistas. 

Os novos produtos enriquecidos com este nutriente têm levantado algumas dúvidas, principalmente sobre quando é que devem ser introduzidos no plano alimentar e se o seu consumo pode provocar algum problema renal. “A proteína é importante para a construção e manutenção dos músculos, ossos e pele”, começa por explicar a nutricionista Sofia Carvalho à NiT. 

Relativamente ao receio de um possível impacto negativo da proteína ao nível dos rins, “sabe-se que uma ingestão proteica elevada não constitui um fator de risco para a insuficiência renal em indivíduos saudáveis sem doença renal preexistente. No caso de pessoas com patologia dos rins de base, poderá agravar a sua situação clínica, não sendo no entanto a sua causa,” explica a nutricionista. No entanto, “este não deverá ser um motivo para o consumo desmedido deste nutriente”, adverte.

“A ingestão moderada de proteína pode ser benéfica na recuperação e adaptação ao exercício físico, no aumento da massa muscular e até na perda de massa gorda”, diz a nutricionista da plataforma Healthy.On. Além de que promove uma sensação de saciedade mais prolongada e a sua digestão, absorção, transporte e armazenamento requer um maior gasto energético. Neste sentido, pode-se optar por uma abordagem hiperproteica durante um período de restrição calórica num processo de perda de peso.

Apesar de estar muito associada à preocupação com a massa muscular, a ingestão de proteína é “importante na redução do risco de doença cardiovascular, obesidade, resistência à insulina, diabetes e osteoporose”, firma a nutricionista. “Seja qual for o seu objetivo relativo à composição corporal, é importante manter a ingestão deste nutriente adequada às necessidades individuais, sendo a sua correta distribuição ao longo do dia um aspeto relevante a ter em consideração”, diz.

Neste sentido, alguns dos produtos enriquecidos em proteína poderão ajudar no alcance das necessidades específicas, sobretudo no pequeno-almoço e lanches, “onde muitas vezes a ingestão de proteína é reduzida ou praticamente nula.” Segundo a nutricionista, apesar de a ingestão ser importante, não devemos acreditar em tudo o que as publicidades referem: “É importante analisar com atenção a lista de ingredientes e perceber se são realmente ricos em proteína, ou não.”

Muitas vezes, analisando os rótulos de dois produtos semelhantes com cuidado, podemos ver que são muito parecidos e que a alegada proteína a mais não é justificativa do preço, que quase sempre é mais elevado nestes produtos. 

Neste sentido, fará sentido o consumo destes novos alimentos enriquecidos com este nutriente? Como frequentemente acontece na área da nutrição, a resposta a esta pergunta é: depende. “Antes de comprar algum destes novos produtos enriquecidos em proteína vale sempre a pena analisar o rótulo, a lista de ingredientes e o preço”, diz Sofia Carvalho. O objetivo é perceber até que ponto o consumo irá ter um impacto importante no alcance das necessidades proteicas de boa qualidade e ajudá-lo a atingir a sua meta.

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