Alimentação Saudável

Aprenda a decifrar rótulos (e faça o teste da NiT)

Pode encontrar rótulos, carimbos ou selos nos produtos à venda no supermercado e cada um deles deve ser lido de forma diferente. A nutricionista Cláudia Pestana, do Holmes Place, explica-lhe tudo.

Ir às compras ao supermercado e comprar os produtos mais saudáveis pode ser tão difícil como montar um puzzle de 5000 peças. São várias as pessoas não tomam atenção aos valores nas embalagens e depois há outras que não sabem o que significam os nomes esquisitos. A verdade é que o que é light nem sempre é a escolha menos calórica e quando os alimentos da moda como a aveia fazem parte das suas bolachas favoritas, não significa que sejam mais saudáveis. Por isso, o melhor é mesmo aprender a decifrar os rótulos, os carimbos e os selos das embalagens.

Em 2011, o Parlamento Europeu aprovou novas regras na rotulagem dos alimentos para que os consumidores estivessem mais informados e fizessem escolhas mais saudáveis. Há alguns elementos que são obrigatórios: o nome do produto, a informação nutricional, a lista de ingredientes, os alergénios e intolerâncias alimentares, o prazo de validade, as condições de conservação, a quantidade do produto e o nome e a morada da entidade responsável.

No entanto, é na informação nutricional que deve ter mais atenção. Segundo a nutricionista Cláudia Pestana, da cadeia de ginásios Holmes Place, esta informação pode estar expressa por cada 100 gramas ou 100 mililitros, e por dose ou porção.

Em termos de nutrientes, as proteínas, os lípidos e hidratos de carbono, as fibras e sal e o valor energético devem estar sempre presentes.

No entanto, estes nomes não são comuns a todos os produtos. Os valores dos produtos alimentares podem variar entre rótulos, carimbos ou selos. Tome nota da melhor forma de ler cada um deles.

No que é que devo ter mais atenção quando olho para um rótulo?

Para facilitar a leitura da informação nutricional, adotou-se um código com as cores dos semáforos, ou seja, com o vermelho, o amarelo e o verde. “Este método indica a energia, em quilocalorias ou quilojoules, e a percentagem da dose de referência (DR) que uma porção do produto fornece de cada nutriente”, começa por explicar à NiT a nutricionista.

Esta percentagem ainda diz qual o contributo da dose do alimento em questão para ajudar a satisfazer as necessidades diárias de uma pessoa adulta.

Comece por ler os níveis de açúcar, gordura, gordura saturada e de sódio, visto que o consumo excessivo destes ingredientes está ligado à obesidade e a doenças cardiovasculares. Depois, “deve optar pelos produtos que contêm mais verdes e amarelos”. Os vermelhos também podem ser consumidos, mas de forma mais moderada.

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