Alimentação Saudável

Dieta da longevidade: basta fazer algumas mudanças para ganhar mais 10 anos de vida

A conclusão é de um novo estudo que analisou os dados de milhares de pessoas durante quase duas décadas.
Não é uma dieta restritiva.

Tudo se resume a escolhas. Sempre que sentimos fome, temos duas opções: ou comemos alimentos saudáveis, ou optámos por outros, menos benéficos, mas que nos trarão um conforto momentâneo. Nem sempre é fácil resistir à compensação imediata, mas uma nova investigação prova que o esforço terá resultados efetivos a longo prazo.

Um grupo de investigadores da Universidade de Bergen, na Noruega, analisou os hábitos alimentares e impacto destes na saúde de quase meio milhão de habitantes do Reino Unido. No final, concluíram que fazer pequenas alterações à dieta pode acrescentar até uma década de vida.

A equipa acompanhou os voluntários durante 17 anos, agrupados em três grupos diferentes, com base nos padrões alimentares. Um era para aqueles que não mantinham uma alimentação saudável, outro para quem fazia uma dieta equilibrada e outro para aqueles que mantinham um plano ao qual chamaram “longevidade”.

Os participantes que trocaram as bebidas açucaradas e as carnes processadas por uma dieta rica em cereais integrais, frutos secos, frutas, legumes e quantidades moderadas de peixe (a chamada dieta da longevidade) acrescentaram 10 anos à sua esperança de vida.

Após terem ajustado o consumo de tabaco, álcool e atividade física, os investigadores descobriram que os voluntários com mais de 40 anos, que passaram de uma alimentação pouco saudável para uma alimentação equilibrada, poderiam viver mais nove.

Quanto maiores forem as mudanças para padrões alimentares mais saudáveis, maiores serão os ganhos esperados na esperança de vida“, explica a equipa no artigo publicado na revista “Nature Food” a 20 de novembro.

Os investigadores concluíram que septuagenários poderiam ainda prolongar a esperança de vida em cerca de quatro anos se fizessem uma mudança sustentada para uma alimentação saudável.

“Sem surpresa, os ganhos previstos na esperança de vida são menores quando a mudança alimentar é iniciada em idades mais avançadas, mas continuam a ser substanciais.”

“É empolgante, mas não surpreendente, constatar os enormes benefícios para a saúde decorrentes de mudanças na alimentação”, referiu a autora do estudo, Katherine Livingstone.

“Este trabalho é importante porque demonstra que nunca é tarde demais para fazer pequenas e sustentadas mudanças para uma dieta mais saudável”, acrescentou.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT