Conviver à mesa entre amigos é um dos programas favoritos de muitos portugueses. Passar horas a conversar, sem olhar para o relógio, dá ainda mais prazer quando o momento é acompanhado por boa comida. No entanto, nem sempre é fácil pensar no que servir a um grupo de pessoas com diferentes gostos, vontades ou até regimes alimentares. Há, porém, um prato que costuma ser consensual: fondue.
Atualmente, há diferentes versões da especialidade, de carne a peixe, de queijo a chocolate. E há alternativas que podem ser uma aposta certeira quando recebe, por exemplo, amigos que seguem uma dieta vegetariana ou que querem evitar alimentos fritos.
A história deste prato nasceu da necessidade e criatividade das comunidades rurais da Suíça, sobretudo nas regiões montanhosas dos Alpes. Durante séculos, os invernos rigorosos isolavam aldeias inteiras, obrigando os habitantes a aproveitar ao máximo os alimentos disponíveis, que tinham de resistir ao tempo e ao frio. O queijo curado e o pão duro tornaram-se, assim, elementos essenciais da alimentação quotidiana.
Para evitar desperdícios, os pastores e camponeses começaram a derreter restos de queijo já endurecido, juntando vinho branco e, por vezes, alho, criando uma mistura quente onde mergulhavam pedaços de pão. Com o passar do tempo, e tal como acontece com todos os pratos, a receita foi sendo alterada de acordo com as diferentes regiões.
Atualmente, são usados inúmeros tipos de queijo, como o gruyère e vacherin. Após a Segunda Guerra Mundial, esta proposta começou a atravessar fronteiras e ganhou popularidades noutras partes da Europa, incluindo Portugal. Sabemos, contudo, que este não é um prato amigo da dieta, visto que é rico em calorias. Um jantar completo, onde também se inclui a carne e acompanhamentos, pode superar as quatro mil calorias.
Felizmente, não faltam opções mais saudáveis que, mesmo assim, levam até à mesa o espírito de comunidade que marcou a origem do fondue. Phil Graff, responsável pela página “Epic Mint Leaves” no Instagram, com mais de 625 mil seguidores, tornou-se viral graças a uma versão mais fit do prato. Esta não é feita com queijo e tem mais de 60 gramas de proteína.
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Do que precisa
— 425 gramas de grão-de-bico
— 425 gramas de milho
— 140 gramas de cajus
— 1 colher de chá de alho em pó, cebola em pó e paprika
— 480 mililitros de bebida vegetal
— Sal e pimenta
Como se faz
O processo é (mesmo) muito simples. Comece por triturar todos os ingredientes no liquidificador até ter uma pasta cremosa. Depois, aqueça o preparado numa panela, no fogão, e já estará pronto a servir. Fica ao critério de cada pessoa o que irá mergulhar neste creme, desde pão, a legumes ou até mesmo frango.
Carregue na galeria para conhecer as calorias de alguns tipos de queijo, segundo um ranking preparado pela NiT.

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