Para Lucy Castle, não havia alimento melhor que queijo. “Era completamente viciada”, conta ao “Daily Mail”. Feitas as contas, gastava cerca de 1.400€ por ano apenas neste produto. Depois de ser diagnosticada com diabetes tipo 2, percebeu que estava na altura de mudar os hábitos alimentares. Em apenas quatro meses, perdeu 30 quilos e recuperou a confiança que tinha perdido há muito tempo.
A britânica de 42 anos descreve-se como uma “mãe ocupada”. Com três filhos, atualmente com três, 10 e 15 anos, passava grande parte dos dias entre tarefas, trabalho e a rotina familiar. “Quando chegava a hora de comer, procurava soluções rápidas e fáceis”, explica.
A alimentação incluía pão e queijo, batatas fritas e chocolates, e outros alimentos que conseguia comer pelo caminho. Quando se sentava para uma refeição, havia outro hábito que não dispensava: cobrir os pratos com queijo ralado. “O queijo estava a estragar a minha vida. O meu favorito era o Brie”, admite.
O problema não era apenas uma questão de peso. Depois do nascimento do filho mais novo, Lucy começou a sentir que a sua saúde estava a piorar. “Não me sentia bem. Sentia tonturas. Tinha formigueiros”, recorda.
Ao mesmo tempo, a balança ultrapassou os 100 quilos e a autoestima sofreu. “Costumava evitar eventos sociais, escondia-me em roupa larga e não conseguia acompanhar os meus filhos.” O momento decisivo surgiu quando foi ao médico e recebeu o diagnóstico de diabetes tipo 2. “Foi o meu alerta”, afirma.

Esta patologia está relacionada com a dificuldade do organismo em controlar os níveis de açúcar no sangue. Ao contrário da diabetes tipo 1, não surge necessariamente desde o nascimento e está associada a vários fatores, entre os quais o excesso de peso, a gordura abdominal e determinados padrões alimentares. Embora não tenha cura, pode ser controlada através de alterações no estilo de vida, medicação e monitorização regular da glicemia.
Depois do diagnóstico, Lucy decidiu mudar radicalmente a alimentação. Eliminou o queijo e passou a recorrer a refeições e produtos de substituição, como sopas, batidos e snacks preparados. “Ver o peso todas as semanas e perceber que estava a diminuir mantinha-me motivada.”
Ao longo de quatro meses, perdeu 30 quilos. Entretanto, voltou a incluir refeições cozinhadas em casa na rotina, como frango salteado, e deixou para trás a alimentação baseada em snacks pouco saudáveis e queijo.
A transformação teve impacto não só na saúde, mas também na relação que tinha com o próprio corpo. “Pela primeira vez em anos, agora adoro comprar roupa que me faz sentir incrível”, conta.
A experiência levou-a ainda a mudar de carreira. Lucy tornou-se wellness coach e passou a ajudar outras pessoas que querem alterar os seus hábitos. “Também conseguem fazer isto. É preciso viver um dia de cada vez, deixar de ser tão duro consigo próprio e praticar o amor-próprio. Não se trata apenas de perder peso. Trata-se de voltar a encontrar-se”, conclui.
Leia o artigo da NiT para conhecer a história de Íris Noonan, uma mãe portuguesa que decidiu perder peso pela filha.
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