Alimentação Saudável

Mito ou verdade: o bacalhau à Brás faz mesmo mal no verão?

A nutricionista Sónia Marcelo ajuda a explicar um dos temas mais polémicos lançados pela diretora-geral da Saúde.
Tem de ter cuidado com os piqueniques na praia.

Graça Freitas lançou uma verdadeira bomba atómica para cima das famílias portuguesas. Ao contrário da boa tradição nacional, no passado dia 22 de junho, a diretora-geral da Saúde disse uma coisa evidente — a “pior coisa” que pode acontecer é “adoecer em férias” e em agosto — mas depois fez questão de alertar que alguns pratos não devem ser consumidos durante este período. E aí, sim: lançou o caos.

Na apresentação do programa Juntos por um Verão Seguro 2022 em Alpiarça, Graça Freitas alertou para as toxinfeções alimentares e culpou um “grande responsável”: o bacalhau à Brás, esse criminoso que leva muitas pessoas às urgências.

“Há muitos piqueniques e uma das coisas que as pessoas levam é o bacalhau à Brás”. E acrescentou: “É uma coisa pré-feita de manhã, aquece-se, não chega a aquecer e os ovos são uma cultura de salmonela”. 

Segundo a nutricionista Sónia Marcelo, esta questão não estará relacionada intrínsecamente com o verão, mas mais com o acondicionamento dos alimentos”. E explica: “Podemos comer iogurtes, queijo fresco, maionese e camarão nos meses mais quentes… Contudo, não convém levarmos estes alimentos para a praia, se vamos sem uma forma de os conservar”.

“Os alimentos devem estar acondicionados à temperatura de refrigeração adequada para evitar reações no organismo, como vómitos, diarreias, dores de estômago ou, por vezes, febre”, explica à NiT a especialista em nutrição.

Sónia Marcelo aconselha a manter estes produtos sempre no frigorífico. Só devem ser retirados na hora em que forem consumidos. Os enchidos, fiambre, mortadela, assim como o marisco, também precisam de uma refrigeração adequada.

Os cuidados a ter com a alimentação no verão

Além da atenção à refrigeração dos alimentos, há outros cuidados que deve ter nos dias em que os termómetros sobem. Em resposta ao aumento da temperatura ambiente, o nosso organismo aumenta a perda de água pela transpiração, sendo esta a sua principal forma de arrefecimento. Manter uma hidratação adequada é, por isso, essencial.

Sem o consumo adequado de água, os rins têm mais dificuldade em trabalhar e eliminar metabolitos. Desta forma, torna-se mais difícil regular a temperatura corporal e a pressão arterial tende a elevar-se e o coração a fazer mais esforço. As digestões tornam-se mais difíceis e o trânsito intestinal pode sofrer alterações.

A desidratação é ainda um fator muito limitativo para o desempenho físico e para o bom aspeto corporal. Sem uma hidratação adequada, dificilmente a pele, o cabelo e unhas vão conseguir manter um ar saudável.

Durante os períodos de maior calor também é importante não comer demasiado, nem optar por alimentos ricos em gorduras. Hábitos assim tornam a digestão mais lenta, fazendo com que o corpo fique mais quente. O que aumenta o risco de desidratação.

Carregue na galeria para conhecer os alimentos que deve evitar nos dias mais quentes.

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