Alimentação Saudável

O surpreendente super alimento que vem do fundo do mar

A relação com os portugueses com as algas tem mais história do que pensa. E há muitos benefícios a justificá-la.
As algas têm muito que se lhe diga.

Do nosso apetite por peixe às viagens do tempo dos Descobrimentos, da invenção de instrumentos para navegar à longa e épica história, mas também carregada de tragédia — Portugal e o mar têm uma relação que atravessa os séculos. Como País pequeno, e com uma única fronteira terrestre, não é nada de surpreendente que os portugueses tenham construído desde cedo uma relação próxima com o mar, que se reflete à mesa.

Estamos habituados a saborear peixes, moluscos, mariscos, confecionados das mais diversas maneiras, mas as algas não costumam fazer tanto parte dos nossos pratos. Bem, na verdade talvez nem seja esse o caso.

É certo que a a cozinha asiática tem ajudado os portugueses a redescobrir as algas mas este vegetal do mar já fazia parte da nossa alimentação. Diogo Lopes, responsável pela Wissi, marca portuguesa que recolhe algas na costa nacional e as prepara para servir à mesa, já explicara isso mesmo em conversa com a NiT.

Portugal tem até uma grande variação em algas. “A questão é que a partir dos anos 1960 e 1970 desapareceram”. Elas, no entanto, já fazia parte dos ingredientes usados em muitos lugares no tempo dos nossos avós e bisavós. E havia muito boas razões para tal.

As algas marinhas são surpreendentemente nutritivas. São ricas em potássio, fibras, ómega 3, flavonóides e carotenóides. Conseguem aquela dupla função de de nos fazer bem ao organismo e ao mesmo tempo serem uma ajuda extra para quem quer controlar o peso ou perder uns quilos.

São super versáteis.

As propriedades antioxidantes ajudam a eliminar os radicais livres que possam ser prejudiciais para as células, ajudando a manter o coração saudável. São alcanizantes e ricas em nutrientes e minerais que contribuem para melhorar a saúde óssea e a tensão arterial. São também apreciadas pelos efeitos positivos na pele ou unhas, e até no bom funcionamento renal.

Na hora de servir, as algas são muito mais versáteis do que imaginamos. A cozinha asiática já nos mostra isso, da forma como se enquadra num hosomaki ou num temaki na cozinha japonesa ou como é servida como ingrediente em pratos tailandeses, chineses ou vietnamitas, entre outros. Mas há muito mais por onde explorar.

Tal como acontece com muitos outros vegetais, é tudo um questão de criatividade. Pode juntar num guisado, por exemplo. Pode trabalhá-las num arroz ou mesmo num risotto. Pode usar numa sopa, num smoothies ou para fazer um chá. Pode usar numa salada ou mesmo como um dos acompanhamentos numa refeição quente. Há diferentes tipos de algas (com porções de 100 gramas entre 30 a 45 calorias) e uma textura muito específica que dá margem às mais diversas ideias.

Além do mais, esta ainda pode ser uma indústria especialmente ecológica quando os processo de apanha são manuais e levam em conta a renovação do ecossistema. Saboreia-se dando margem aos oceanos para recuperar. Ao mesmo tempo, há o tal boost extra que o nosso organismo vai agradecer.

Se não é especial fã de algas, não tem mal. O bom tempo de verão é um convite a refeições frescas. Carregue na galeria e descubra dez receitas de saladas, sugeridas por estas especialistas de nutrição, que vão ajudar a manter a dieta nos dias quentes.

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