Alimentação Saudável

Qual é a bola de Berlim mais saudável: a clássica ou com massa de alfarroba?

Para algumas famílias, é uma das maiores tradições de férias: pedir um destes bolos mesmo no areal da praia.
Frente a frente.

“Olha a bolinha de Berlim. Há com creme e sem creme”. Esta é, talvez, a frase mais ouvida nos areais de Portugal nos meses de verão. Para muitos portugueses, saborear esta iguaria numa pausa entre mergulhos é uma das maiores tradições de férias.

A bola de Berlim, que como o nome indica tem origem alemã, é uma daquelas especialidades estrangeiras que encontraram uma nova casa em Portugal. A NiT já lhe contou a história, mas é sempre bom recordar.

Atualmente, a oferta não se resume às versões com ou sem recheio de ovo. Há receitas com massas e cremes para quase todos os gostos. Destas a mais popular, a seguir à tradicional, é a de alfarroba. Esta última é a escolha de muitos que não querem abdicar de satisfazer a gula, mas procuram uma versão mais saudável. Resta saber se esta variante é mesmo a mais fit.

Alfarroba ou tradicional: qual a mais saudável?

A receita da bola de Berlim leva farinha, ovos, manteiga ou margarina e açúcar. Depois é frita em óleo. A nutricionista Lillian Barros analisou-a e revelou à NiT que “a nível nutricional não é de estranhar que não seja um exemplo” de um opção saudável. Se escolher uma com creme, pode somar mais 200 calorias e mais 30 gramas de açúcar à versão simples.

Vendida como uma alternativa mais saudável à original, a bola com massa de alfarroba é a segunda mais pedida pelos portugueses. Porém, na verdade, esta é igualmente produzida maioritariamente com farinha de trigo, tendo apenas uma ligeira percentagem de farinha de alfarroba que lhe confere a cor mais escura e o sabor característico. Segundo a especialista em nutrição, esta pequena alteração “não permite justificar o consumo com o argumento de que é mais rica do ponto de vista nutricional”.

A alfarroba que pertence à família das leguminosas e é rica em fibra, vitaminas e minerais. É um fruto constituído essencialmente por hidratos de carbono, sendo pobre em gordura e proteínas. A sua cor e paladar faz com que seja utilizado como alternativa ao cacau. “Estas características acabam por encobrir uma composição menos imaculada [da bola que inclui este ingrediente]”, frisa Lillian Barros, acrescentando: “continua a ser um doce frito”.

Embora qualquer uma das opções seja uma autêntica bomba calórica, uma bola de Berlim por ano não estraga a dieta. Porém, o seu consumo não se deve tornar um hábito.

“Como nutricionista diria que se é uma exceção à rotina, opte pela que lhe fizer mais sentido. Não caia no erro de escolher a bola de Berlim de alfarroba a achar que é saudável e que pode comer uma diariamente, ou várias durante um dia de praia. Mais do que fugir do padrão alimentar é importante ter consciência das escolhas quando o faz”, lembra a especialista me nutrição.

A nutricionista deixa uma dica para quem não consegue resistir a este doce: “nada nos engorda se não for consumido em excesso e, por isso, o melhor é dividir o ‘mal pelas aldeias’ e partilhar a bola de Berlim. Assim é garantido que irá ingerir menos 50 por cento das calorias”.

Se o seu objetivo é fugir destas tentações, o melhor é optar por levar snacks mais saudáveis para a praia. Carregue na galeria para descobrir algumas sugestões práticas e fáceis de transportar.

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