Alimentação Saudável

Será o chocolate preto menos calórico do que o chocolate de leite?

Independentemente do tipo, este derivado do cacau é sempre um alimento calórico. Podemos continuar a comê-lo, mas com regras.
Coma aquele que lhe dá mais prazer.

Nunca se falou tanto de alimentação e nutrição como agora. Basta abrir uma revista ou jornal, ligar a televisão ou passar pelo feed do Instagram para dar de caras com alguém a falar sobre as mais recentes dietas da moda ou dos superalimentes que prometem milagres. Nem sempre quantidade é sinónimo de qualidade e a verdade é que algumas das coisas que lemos podem tornar-se confusas. 

Face ao excesso de informação, por vezes até contraditória, e aos vários mitos que diariamente se propagam e perpetuam pelas redes sociais, os consumidores têm cada vez menos certezas acerca das suas escolhas alimentares.

Uma das dúvidas recorrentes tem a ver com um dos produtos mais consumidos nesta época do ano: será que o chocolate negro é realmente menos calórico que o chocolate de leite? Foi isso que perguntámos à nutricionista Sofia Carvalho, nutricionista da Healthy.On, uma nova plataforma que tem como objetivo proporcionar cuidados de saúde e bem-estar com consultas de nutrição 100 por cento digitais. “O chocolate, independentemente do tipo, será sempre um alimento calórico por causa da quantidade de açúcar e gordura, maioritariamente saturada, que habitualmente apresenta”, começa por explicar à NiT.

Segundo a nutricionista, não existe uma diferença assinalável entre o chocolate negro e de leite, no que diz respeito ao valor energético. No entanto, o mesmo não acontece quanto à lista de ingredientes e ao teor de macronutrientes. Os chocolates com maior percentagem de cacau apresentam um menor teor de açúcar e mais gordura, acabando por ter maior valor energético.

Por outro lado, o chocolate preto — que apresenta uma concentração mais elevada de cacau — contém um “maior teor de compostos com benefícios para a saúde”, explica a nutricionista. Dentro do conjunto de substâncias que o compõe e que apresentam benefícios para a saúde destacam-se os polifenóis, pela importante atividade antioxidante e de proteção celular que exercem. Desempenha também um papel relevante na diminuição de processos inflamatórios e do risco de desenvolver doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e cancerígenas. Outros ingredientes como as metilxantinas, alguns peptídios e micronutrientes (como o magnésio e o cobre) também presentes no cacau, parecem atuar de forma sinérgica sobre a inflamação e proteção celular.

Apesar do chocolate poder ser um alimento fornecedor de compostos protetores para a saúde, este “não deverá ser um motivo para o seu consumo ser feito sem conta, peso e medida, já que fornece simultaneamente uma quantidade bastante razoável de açúcar, gordura e, consequentemente, de calorias”, diz Sofia Carvalho.

A especialista aconselha a que, se o objetivo for aumentar o consumo de antioxidantes, é possível fazê-lo através da ingestão de outros alimentos com teores de gordura e açúcar mais baixos, como é o caso da fruta, dos hortícolas e do chá (particularmente o verde).

Contudo, “estes dados não pretendem desencorajar o consumo de chocolate, mas sim apelar à sua ingestão consciente, até porque enquadrado num estilo de vida ativo e saudável, nenhum alimento deve ser visto como proibido”, afirma. Já numa perspetiva de controlo e perda de peso, saber qual deve consumir pode não ser tão fácil: “Optar por um chocolate com maior percentagem de cacau não garante explicitamente um menor consumo calórico em relação a um chocolate de leite ou branco.”

De seguida, carregue então na galeria para conhecer todas estas receitas que pode comer sem culpa, porque são saudáveis, e que garantem que o sabor do cacau, isto é, do chocolate, continue a ser um dos seus guilty-pleasures.

 

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