Alimentação Saudável

Sofre com digestões difíceis? Este legume que muitos portugueses têm na horta pode ajudar

A ervilha funciona em sopas e guisados, mas também pode ser salteada com ovos ou cozida. Acompanha bem carne e peixe.
Tem centenas de variedades.

Os miúdos tendem a torcer o nariz quando veem ervilhas no prato, mas este membro da família das leguminosas — “uma das mais consumidas no mundo, quer seja fresca, enlatada ou congelada” — está repleta de “nutrientes e é uma importante fonte de energia, contribuindo para uma dieta equilibrada”.

Quem o diz é a nutricionista Mariana Abecasis. A profissional ressalta, igualmente, o facto de ser rica em fibra, o que “facilita o trânsito intestinal e impede a absorção de colesterol e de ácidos biliares pelo organismo”, o que ajuda à digestão.

Já a combinação de fibra com hidratos de carbono complexos “melhora o metabolismo da glicose, o que contribui para controlar os níveis de açúcar no sangue”. E os benefícios deste alimento rico de proteína de origem vegetal, vitaminas e minerais não se ficam por aqui.

As ervilhas contribuem para “a sensação de saciedade e controlo de apetite”, bem como para o “fortalecimento do sistema nervoso” e “bem-estar mental” devido ao seu teor em vitaminas do complexo B, destaca a especialista.

Os níveis muito baixos de gordura — menos de 1 por cento — e sódio, bem como o elevado nível de potássio, fazem desta leguminosa de “textura suave e sabor adocicado”, o ingrediente ideal “para fazer parte da alimentação de pessoas com problemas cardíacos”.e

Existem diversas variedades de ervilhas, sendo que podem ser divididas em dois tipos: as ervilhas tortas (em vagens tenras e verdes e consumidas na íntegra) e as ervilhas rasteiras (os grãos das vagens mais grossas e fibrosas, que podem ser consumidos frescos ou secos). Em Portugal, o consumo de ervilhas em grão — sobretudo frescas, congeladas ou enlatadas — é o mais comum.

Mariana Abecasis, lembra ainda que a composição nutricional das ervilhas frescas é diferente das secas. Enquanto as primeiras “são mais ricas em água e fibra, apresentando assim um valor calórico [63 calorias por cada 100 gramas] mais moderado”, as segundas “destacam-se pela sua riqueza energética, devido ao seu maior teor em hidratos de carbono (essencialmente amido). Ervilhas secas e congeladas têm, respetivamente, 106 e 57 calorias.

Na cozinha, tanto podem ser utilizadas em sopas e guisados como salteadas com ovos ou cozidas, nota a Deco Proteste. Salienta também que “as ervilhas tortas são indicadas para cozer ao vapor e é costume cozinhá-las com arroz ou cozidas, como acompanhamento”.

Antes de as levar para casa, contudo, há que escolher os melhor exemplares. Caso as queira em vagem, para descascar, “opte pelas bem cheias e com pedúnculo”. Já “os grãos devem ser tenros e sumarentos, mas firmes: quando comprimidos entre os dedos devem esmagar-se sem partir”. Se preferir “consumir as ervilhas tortas, escolha-as tenras, com uma coloração verde, intensa e sem manchas”, completa a organização.

As ervilhas são apenas um dos muitos alimentos que devem ser incluídos na alimentação regularmente, de forma a manter uma dieta nutritiva e equilibrada. Se pretende eliminar o açúcar do sangue de forma natural e saudável descubra como a batata pode contribuir para essa eliminação. Para preservar uma aparência mais jovem e cuidada, saiba como o alho francês pode ser seu aliado. Se tem problemas com o sono, os kiwis e as cerejas podem ajudar.

pêssego é um importante aliado na luta contra a prisão de ventre. Carregue na galeria para conhecer algumas receitas com este fruto de apenas 66 calorias.

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