Saúde

Constipações podem aumentar defesas contra a Covid-19

Um novo estudo afirma que quem esteve constipado pode ter um sistema imunitário mais eficiente para lutar contra o SARS-CoV-2.
Vacinas focadas nas células T seriam mais eficazes.

Investigação do Imperial College de Londres descobriu que as constipações podem estar por detrás de alguns coabitantes de infetados testarem negativo à Covid-19. Segundo o novo estudo, o ato de tossir e espirrar aumenta os glóbulos brancos, chamados de células T, capazes de reconhecerem múltiplos vírus.

Este estudo, apesar de pequeno dimensão, pode ter informação relevante para que os cientistas percebam como é que o corpo luta contra o vírus.. Segundo a investigação, publicada na revista “Nature Communications”, quem esteve constipado pode ter um sistema imunitário mais eficiente.

O vírus responsável pela pandemia atual é um coronavírus. Sabe-se que cerca de 10 a 15 por cento das constipações são causadas por coronavírus da mesma família do Covid-19. Aqueles que não tinham sido infetados poderiam ter um imunidade natural causada, por exemplo, por uma simples constipação.

A equipa do Imperial College de Londres focou o seu estudo nas células T, capazes de neutralizar as células infetadas. Logo que o vírus seja eliminado, algumas células T permanecem no corpo como um banco de memória.

Os investigadores recrutaram 52 pessoas não vacinadas contra a Covid-19 mas que viviam com pessoas infetadas. Metade deste grupo acabou infetado nos 28 dias seguintes. A outra metade não. E um terço do grupo que não teve Covid-19 registava elevados níveis de células T que terão surgido quando o sistema imunitário lutou contra outro tipo de coronavírus, como uma constipação.

Os cientistas dizem que há outras variáveis que devem ser tidas em conta: a ventilação dos locais que os participantes no estudo partilhavam com infetados, ou mesmo a carga viral do doente. “Pode ser um erro grave pensar que qualquer pessoa que teve recentemente uma constipação está protegido contra a covid-19”, sublinha o especialista.

Para o autor do estudo, “aprender com aquilo que o organismo faz bem pode ajudar a conceber novas vacinas” e esta é a melhor forma de estar protegido.

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