Ginásios e outdoor

Estes são os 7 erros mais comuns que comete quando treina sozinho — e que deve evitar

Não ter um treino personalizado às suas necessidades, desistir facilmente e não inovar na rotina são alguns dos exemplos.
Tenha atenção a isto.

Com 2022 a aproximar-se a passos largos, chegou a altura em que começamos a delinear metas para o próximo ano. A mais comum é uma que, certamente, todos já fizemos e acabámos por não cumprir: praticar mais exercício. No entanto, existem pessoas que cumprem — inscrevem-se no ginásio logo em janeiro e continuam durante o resto do ano. Mas, no início, quem se empenha numa vida mais fit, acaba por cometer várias asneiras, sendo algumas mais graves do que outras. Com a ajuda do personal trainer Tiago Reis da Silva, a NiT elenca os principais erros que provavelmente comete (ou já cometeu) quando treina sozinho.

“Não existem pessoas iguais, corpos iguais, atletas iguais”, começa por explicar PT. É normal que cada pessoa necessite de um plano de exercício diferente, tendo em conta vários fatores: a idade; os objetivos — alguns podem querer perder peso enquanto outros pretendem aumentar a massa muscular — o tempo disponível para cada treino; a regularidade com que vão ao ginásio; lesões e limitações; uso de medicamentos, entre outras varáveis. “Esta informação deve ser refletida no número de séries, de repetições, na escolha e na sequência dos exercícios, bem como nos detalhes de execução de cada um”, explica Tiago Reis da Silva.

Outro erro bastante comum é começar a treinar sem fazer um aquecimento previamente. Parece impensável mas, segundo o personal trainer, é algo que acontece com muita regularidade. “Por incrível que pareça, há pessoas que chegam ao ginásio, vão diretamente para a passadeira e começam a treinar a uma velocidade elevada. Ou então vão diretamente para as máquinas de musculação e usam uma carga excessiva.” A razão pela qual deve parar imediatamente de cometer este erro é simples: o esforço tem de ser crescente, de forma a acordar o organismo e prevenir lesões.

Muitos de nós temos um exercício que gostamos mais de fazer durante a rotina. Pode ser a prancha (embora seja pouco provável), os abdominais ou os jumping jacks. Porém, não é benéfico quando os repetimos constantemente. “O corpo precisa de estímulos variados para melhorar a nossa consciência corporal. A variação ajuda a progredir de maneira mais completa e a obter melhores resultados”, diz Tiago Reis. E deixa ainda um aviso: “Não faça sempre o mesmo treino.”

Começarmos a prática desportiva após vários meses de sedentarismo (ou de baixo exercício físico) já é um grande feito. Após ganharmos o hábito de ter uma vida mais ativa não devemos ficar por aí. Quando permanecemos na nossa zona de conforto demoramos mais tempo a ver os resultados que desejamos. Temos de saber os nossos limites, mas também temos de ter noção que, por vezes, conseguimos ir mais além daquilo que já estamos a fazer.

Falando novamente dos limites do nosso organismo, esforçá-lo demais também é altamente prejudicial para a nossa rotina física. “Enquanto alguns iniciantes colocam pouca carga com medo de fazer a execução errada, outros colocam peso demais e não se preocupam com a forma de fazer (e desenvolvem má postura ou têm pouca amplitude de movimento) aumentando o risco de lesão”, conta-nos.

Esta regra é crucial, mas mesmo assim é facilmente esquecida. Quando estamos naquele momento de esforço acabamos por nos esquecer do mundo à nossa volta, bem como das necessidades do nosso corpo. Ao fazer exercício desidratamos imenso, e ir repondo esta água durante o workout é essencial para que não nos sintamos mal.

Por último, e este é provavelmente o erro mais comum — desistir facilmente. Quando não vemos alterações imediatas acabamos por ficar frustrados com todo o esforço que fizemos. Porém, convém manter presente que a perda de peso (e a mudança corporal) não é uma corrida mas sim uma maratona. “Alguns iniciantes esperam que o resultado chegue em três semanas. Mas não é assim, infelizmente. Demoram a chegar e é necessário continuar a treinar para os alcançar. Ou seja, não importa se o treino é o melhor do mundo. É a disciplina, a sua força de vontade e consistência que vão fazer atingir os resultados”, conclui o PT.

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