Alimentação saudável

Estudo: saiba quantas calorias extra ingere quando dorme pouco

Más notícias: são mais de 300. O estudo foi publicado pelo European Journal of Clinical Nutrition. Relaciona a quantidade de horas dormidas e a quantidade de alimentos que ingerimos posteriormente. 

Os investigadores descobriram que aqueles que dormiam pouco consumiam uma média de 385 calorias extra por dia, o equivalente a entre quatro a quatro fatias e meia de pão —  um quinto da energia necessária para um dia, no caso de uma mulher saudável. Isto não acontece por acaso. É o nosso corpo a querer proteger-nos. 

Como assim, proteger-nos? É simples: no fundo, como dormimos pouco, não conseguimos repor as energias. Por isso, o organismo — que é muito inteligente — pede alimentos ricos em açúcares rápidos, que nos dão força imediata — açúcares rápidos estão em bolos, guloseimas e fontes e hidratos brancos, como massa, arroz ou batatas. Por isso é que dormir bem é um dos fatores essenciais para um peso equilibrado, sendo que a privação de sono tem sido associada a casos de obesidade e diabetes tipo 2. Quando dormimos bem, estamos equilibrados e com tudo em sintonia. O apetite é menor e o controlo é maior. 

A grande novidade deste novo estudo, publicado no European Journal of Clinical Nutrition, está no facto de fornecer, pela primeira vez, a média do número de calorias extra que ingerimos nos dias em que dormimos pouco. Para o fazerem, os investigadores analisaram 11 resultados de estudos anteriores que incluíam dados de calorias ingeridas e relativos à qualidade do sono.

O estudo incluiu, portanto, a análise de dados de 172 pessoas com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos e várias tipologias de corpo: umas tinham um peso normal, outras tinham excesso de peso e outras eram obesas. Todos os estudos também incluíam pessoas com tempo e qualidade de sono bons — entre sete a 12 horas por noites. As pessoas com privação de sono — isto é, que tinham horas de sono, mas não suficientes — dormiam entre três a cinco horas por noite.

Relata a publicação sobre saúde “Health”, que outros investigadores afirmam que a falta de sono afeta a produção de hormonas, relacionadas com a fome, nomeadamente a leptina e grelina. Porém, Gerta Pot, autora principal do novo estudo, acredita que a explicação é bem mais simples: como estamos cansados, vamos buscar prazer à comida. 

Sharon Zarabi, uma médica que não participou no estudo e que é do hospital de Nova Iorque, acredita no mesmo — diz à mesma publicação que a vontade de comer é uma espécie de método de compensação para acalmar a ansiedade que, normalmente, se sente mais nos dias em que há privação de sono.

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